segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Moacyr Scliar (1937-2011)

Faleceu na madrugada do último domingo o escritor gaúcho Moacyr Scliar (1937-2011). Formado em Medicina, Scliar desde cedo demonstrou inclinação para as Letras, coisa que se evidencia no título da primeira obra publicada Histórias de médico em formação (1962) e, mais recentemente, nos volumes A Paixão Transformada: História da Medicina na LiteraturaO livro da medicina (Cia. das Letrinhas, 2000).

A prolífica obra do autor - são mais de 70 títulos - abrange diversos gêneros, indo dos ensaios à literatura infanto-juvenil, passando por romances e crônicas, sendo que as obras incluídas neste último gênero abarcam parte de sua produção para jornais como Folha de São Paulo e Zero Hora, de Porto Alegre.

Laureado com o Prêmio Jabuti em três ocasiões (1988, 1993 e 2009) e com o Prêmio Casa de Las Américas (1989), Scliar ocupava desde 2003 um assento na Academia Brasileira de Letras. 

E foi na condição de escritor consagrado e acadêmico da Casa de Machado de Assis que ele esteve em Juiz de Fora no ano de 2008 para participar do Fest Ler. Na ocasião o autor abordou diversas questões relacionadas à sua trajetória pessoal, contou anedotas literárias e respondeu perguntas dos leitores.

Lembro-me que quando fui pedir um autógrafo já não havia muitas pessoas e pudemos conversar um pouco. E comentei com ele que achava interessante esse trânsito dele de sair da medicina e chegar ao universo literário, já que eu, estudante de Letras, não necessariamente seguiria para a Literatura. Então ele me disse algo que não me esquecerei: que o estudante de Letras que decidisse dedicar-se ao ensino de Literatura teria um diferencial para a sociedade: a capacidade de resgatar a sensibilidade das pessoas.

Crédito da foto: http://www.scliar.org/ (site do fotógrafo e filho do escritor, Beto Scliar)

Vathek

Publicada em 1782, a novela gótica "Vathek", escrita originalmente em francês pelo orientalista William Beckford, representa a fascinação que os temas orientais exerciam sobre toda a Europa de então e cuja origem se deve à tradução para o inglês da obra "As mil e uma noites", em 1708 por Antoine Galland. A obra de Beckford narra a trajetória do ganancioso califa Vathek, que abdica de sua fé no islamismo, e juntamente com sua mãe, perita nas artes negras, parte em busca de poder e riquezas, direcionando-se até mesmo aos infernos de Eblis para alcançar os seus objetivos. Antecipando grandes mestres do horror gótico, tais como Edgar Allan Poe, Mary Shelley e Walpole, a novela "Vathek" é, como Borges bem definiu, "o primeiro inferno realmente atroz da literatura". No Brasil, existe uma edição de bolso da obra publicada pela Editora L&PM.

"9º Congresso de lusitanistas em Viena"

Em setembro próximo, será realizado na Universidade de Viena, o 9º Congresso dos Lusitanistas Alemães, que terá como tema "Decobrimentos e Utopias: A diversidade dos países de língua portuguesa". Estão previstas 12 diferentes seções temáticas, sendo uma delas dedicada ao tema da tradução. Essa seção sobre a tradução está por sua vez dividida em duas sub-seções: A Seção 11A é coordenada por três professores da Universidade Federal Fluminense (Rio de Janeiro) e tem o título de Vias, viagens: A tradução como reescrita utópica no espaço da lusofonia. A seção se dirige tanto a estudiosos das áreas humanísticas interessados nos estudos da língua portuguesa e suas respectivas literaturas e culturas, nos estudos de tradução e interculturalidade, quanto a escritores e tradutores. As línguas oficiais do Congresso são Português, Galego e Alemão.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

III Jornadas Internacionales Tecnlogías Aplicadas a la Enseñanza de Lenguas

Los días 26, 27 y 28 de mayo, ocurrirán en la Universidad Nacional de Córdoba, Argentina, las III Jornadas Internacionales Tecnlogías Aplicadas a la Enseñanza de Lenguas. Las jornadas tienen, entre otros, los siguientes objetivos: "crear y nutrir espacios institucionales de discusión y de intercambio de experiencias áulicas y de investigación sobre la insersión de las tecnologías de la información y de la comunicación en la enseñanza de lenguas" y "generar espacios de capacitación continua para docentes de todos los niveles educativos".

Hasta el 15 de marzo se aceptarán trabajos para presentación, escritos en español y con extensión hasta 08 páginas incluyendo notas y bibliografía.

Para más información, visite: www.lenguas.unc.edu.ar (en español)
 
Traducción al portugués:

Nos dias 26, 27 e 28 de maio ocorrerão na Universidad Nacional de Córdoba, Argentina, as III Jornadas Internacionales Tecnlogías Aplicadas a la Enseñanza de Lenguas. O evento tem, entre outros,  os seguintes objetivos: "criar e nutrir espaços institucionais de discussão e intercâmbio de experiências de aula e de investigação sobre a inserção das tecnologias da informação e da comunicação no ensino de línguas" e "criar espaços de capacitação contínua para docentes de todos os níveis educativos".

Até o dia 15 de março serão aceitos trabalhos para apresentação, escritos em língua espanhola e com extensão máxima de 08 páginas, incluindo notas e bibliografia.

Para mais informação, acesse: www.lenguas.unc.edu.ar (em espanhol)

"Dostoiéviski: 1860 a 1865 - Os efeitos da libertação"

De Joseph Frank "Dostoiéviski: 1860 a 1865 - Os efeitos da libertação" (2002, EDUSP, 528 págs, R$ 92,00), temos o terceiro volume da mais completa biografia do autor russo, Fiódor Dostoiéviski (1821-1881).
Sinopse:
"As transformações na obra de Dostoiévski, após seu longo período de prisão, são o objeto de estudo de Joseph Frank nesse volume."

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

"O Nihilismo em 'Pais e Filhos', de Turgueniev"

Embora se devam considerar devidamente as diferenças históricas e culturais que separam o contexto de Pais e Filhos em relação à atualidade, na essência, o que põe em confronto o mundo de "pais e filhos" é um desafio de todos os tempos. Aliás, aí está o mérito que faz da obra de Turgueniev um clássico.
Hoje, obviamente, as transformações culturais prosseguem ainda mais aceleradas em todas as esferas, apontando muitas vezes o definhamento e a consequente perda de espaço e controle social por parte de instituições, que, durante tanto tempo pareciam incontestáveis, como: o Estado, a Igreja, a Família, a Escola... Valores tradicionais que eram apontados como insuperáveis em outros tempos resvalam hoje a perda de sentido. Mas está “tudo” diluído, de fato? Até onde Turgueniev alcançou a questão chave de sua obra mais conhecida, o nihilismo? Pela última discussão de Pais e Filhos, no Palimpsestos, o personagem central, Bazarov, foi a encarnação nihilista, segundo a pena de Turgueniev, que melhor poderia esboçar, ao menos em parte, o espírito de uma época, tanto diante de uma Rússia marginal em relação à Europa mais moderna, quanto em relação ao que pensaria Nietzsche, pouco depois do lançamento de Pais e Filhos.
Afinal, da doutrina, segundo a qual o absoluto não existe, como já afirmavam na Antiguidade o sofista Górgias e, de uma maneira geral, os céticos gregos, à etimologia latina, nihil – o nada, é no século XIX que o nihilismo constitui, a princípio, uma corrente de pensamento – professada também por intelectuais russos por volta de 1860-1870, como Dobrolioubov, Tchernychewski e Pisarev – caracterizada, sobretudo, pelo pessimismo metafísico e como prolongamento do positivismo de Comte.
Sendo assim, não resta dúvida que a perspectiva do médico Bazarov sugere todo um olhar especial em torno do projeto de se construir a sociedade sobre bases científicas, insinuando, inclusive, a fórmula de Dostoievski: “Se Deus não existe, tudo é permitido”. De qualquer forma, nas consequências disso, o nihilismo também se confundiria mais tarde com o individualismo anarquista que visava à destruição do Estado.
Porém, o nihilismo denunciado e anunciado por Nietzsche seria a única saída do homem civilizado, no caso, o nihilismo ativo, aquele que deveria ser assumido com toda coragem pelo verdadeiro homem, o único capaz de se assumir plenamente diante de sua finitude, porque múltiplo de opções diante de sua própria vida. Esse homem, sim, iria além daquele nihilismo passivo, que apenas descrê em meio ao vazio estéril da metafísica legada pela tradição ocidental, como também iria além daquele nihilismo reativo, que se apoiou numa ciência, cujo conhecimento não passou de um antropomorfismo do mundo, válido somente para o homem em determinadas circunstâncias. Impossibilitada, assim, a substituição de Deus pela ciência, para Nietzsche, novamente foram frustradas “as certezas” do homem moderno, ainda tão frágil diante de si mesmo.
Enfim, como se percebe, Pais e Filhos é mais do que um pálido confronto entre gerações, é a possibilidade de se voltar a questões prementes e ao mesmo tempo insolúveis, pois, na essência e "roseanamente", o que existe é o homem...

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Salgado Maranhão e a cor da palavra

Iniciando sua carreira literária com sua participação da antologia "Ebulição da Escrivatura", obra que reunia vários jovens autores da chamada "poesia marginal" da década de 1970, Salgado Maranhão (Caxias, 1953-), além de poeta e jornalista, é ainda letrista, tendo parcerias com grandes nomes da música popular brasileira, tais como Ivan Lins, Ney Matogrosso, Paulinho da Viola e Elba Ramalho. Em 1999, recebeu o prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, juntamente com os escritores Haroldo de Campos e Gerardo de Mello Mourão.
Chega aos leitores agora, através da Editora Imago juntamente com a Biblioteca Nacional, o volume "A Cor da Palavra" que reúne em ordem cronológica toda a sua produção poética. Trabalhando com esmero a palavra, a poesia de Salgado é, como bem definiu Ferreira Gullar, "uma poesia da palavra, muito embora não ignore o real, pois o traduz em fonemas e aliterações. Que não hesita em ir além da lógica e do discurso (ou do enlace com o plausível) se o resultado é o impacto vocabular e o inusitado da fala". Abaixo o poema "Do mar" presente na antologia acima citada:

Do mar

Para onde segue 
esse rei convulso?

Para quem trabalha 
esse deus de sal?


Que abismos velam 
seus navegantes?


Por que não se gasta?
Por que não se cansa?


Que rei é esse 
feito de humores?


Para quem despe 
todo esse azul?

"1º Congresso Nacional de História e Geografia do Vale do Paraíba"

Entre os dias 18 e 21 de maio de 2011 vai acontecer o 1º Congresso Nacional de História e Geografia do Vale do Paraíba, em Vassouras, promovido pelo Instituto Histórico e Geográfico de Vassouras - IHGV. O evento vai contar com a participação de conferencistas de renome e comunicadores de História, Geografia, Arquitetura, Antropologia e Arqueologia, versando sobre várias temáticas correlacionadas a suas respectivas áreas.
Além do evento, fica a opção de se poder conhecer também uma cidade que foi o centro urbano de maior projeção no Vale do Paraíba durante o ciclo cafeeiro, sendo inclusive conhecida como "Terra dos Barões". Lá estão casarões, palacetes, hotéis e um teatro. Uma vez que a vida social era intensa, as fazendas eram ampliadas e reformadas para garantir conforto aos ilustres visitantes que chegavam da Corte...
Maiores informações: www.ihgv.org.br

sábado, 19 de fevereiro de 2011

A revista Modo de Usar & Co.


No seu espaço dedicado á blogosfera, a Revista Modo de Usar & Co privilegia, fundamentalmente, a poesia. Aí poderemos encontrar artigos acerca de nomes como Frank O' Hara, Hilda Hilst,Catulo ou  Charlotte Delbo.



"Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura 2011"

"Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura.
O Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura foi lançado em dezembro de 2007, para promover e divulgar a literatura brasileira, reconhecendo grandes nomes e abrindo espaço para os jovens escritores.
O prêmio é dividido em quatro categorias: I - conjunto da obra (homenagem a um escritor brasileiro), II - Poesia, III - Ficção e IV - Jovem escritor mineiro.
Nas categorias Poesia e Ficção, o Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura é aberto a escritores iniciantes e/ou profissionais, maiores de 18 anos, nascidos e residentes em território nacional.
A categoria Jovem Escritor Mineiro é restrita a pessoas com idade entre 18 e 25 anos, nascidas em Minas Gerais ou residentes no Estado há pelo menos cinco anos."
Acesse:

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

ENTREVISTA: "Na poesia a palavra consegue extrapolar o ordinário"

Luiz Fernando Priamo é um escritor inquieto. Além de escrever, ele faz desenhos e já atuou em montagens teatrais e participou de bandas. E ainda se desempenha como jornalista nas horas vagas. Com sua poesia, o autor busca extrapolar o ordinário e se mostra bastante ativo no campo literário, realizando um trabalho de intervenção social através de oficinas em escolas que buscam mostrar as palavras de uma forma inovadora, para combater aquilo que ele chama de “desgaste da palavra”. De acordo com ele, seu primeiro trabalho, o livro de poesias “Involuntário”, encerra um ciclo e inaugura outro, em que se dedica à poesia pela estética, sem falar tanto de si mesmo, sem se mostrar tanto. Em uma longa entrevista, realizada em dupla, o Palimpsestos conversou com o poeta e tentou desvendar um pouco de seu espírito irrequieto. O resultado os leitores do blog conferem agora.

"Dostoiéviski: 1850 a 1859 - Os anos de provação" de Joseph Frank

Na esteira dos preparativos para a leitura de "Crime e Castigo", válido conhecer a imensa biografia de autoria de Joseph Frank dedicada a Dostoiéviski, aqui em seu segundo volume "Dostoiéviski: 1850 a 1859 - Os anos de provação" (2008, EDUSP, 432 págs, R$ 62,00).
Sinopse:
"Este segundo volume da biografia de Dostoiévski apresenta os difíceis anos em que o escritor cumpriu a pena a que fora condenado - inicialmente em confinamento solitário, a seguir em um campo de trabalhos forçados na Sibéria e, por último, num dos regimentos siberianos do exército russo, cumprindo como soldado raso a parte final da pena. Fundindo biografia, crítica literária e história sociocultural, o autor examina este período obscuro da biografia do escritor em que a experiência do isolamento determinou a rejeição de alguns elementos do passado, mas também a preparação de sua futura evolução ideológica e artística. É a época da redação de 'A Aldeia de Stepântchikovo' e 'O Sonho do Titio', e na qual Dostoiévski começa a conceber as 'Recordações da Casa dos Mortos'."

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

"Programa de bolsas para a universidade de Coimbra"

Grupo Coimbra de Universidades Brasileiras - Universidade de Brasília (UnB) El Grupo Coimbra de Universidades abrió la edición 2011 de selección para el Programa de Becas para Profesores e Investigadores Jóvenes de Universidades Latinoamericanas, cuyo plazo se termina el próximo 15 Marzo.Todas las informaciones están disponibles en la página web, donde los candidatos podrán tambien candidatarse online.


segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Feira Arco


Entre os próximos dias 16 a 20 de fevereiro acontece em Madri, Espanha, a 30ª edição da Feira Internacional de Arte Contemporânea Arco. O evento é considerado uma das datas mais importantes do ramo no circuito internacional e este ano contará com 190 galerias, de mais de 30 países. Deste total, 12 são galerias de arte portuguesas, um indicativo de que os organizadores do evento querem estreitar laços com Portugal e acentuar seu caráter ibérico.

Existe ainda o interesse em que o evento se constitua, se já não é, uma ponte entre o continente latino-americano e a "Velha Europa", representada particularmente pela Península Ibérica.

Para mais informações, acesse o site do evento (em castelhano): 

domingo, 13 de fevereiro de 2011

"As viagens de Gulliver" de Johan Swift

A consagrada obra do irlandês Jonathan Swift - "As viagens de Gulliver" - ("Gullivers travels" de 1726/1735) ou como foi oficialmente lançado Travels into Several Remote Nations of the World, in Four Parts. By Lemuel Gulliver, First a Surgeon, and then a Captain of several Ships, não era encontrado no Brasil em boas e completas edições havia algum tempo. Agora com sua adpatação para o cinema, a obra é relançada em cuidadosa edição pela Penguin/Companhia Viagens de Gulliver(2010, Trad. de Paulo Henriques Britto, 448 págs, R$ 29,50) tornando-se acessível também além das tradicionais páginas impressas onde nasceu originariamente, agora nas telas, embora sua adaptação também nesta não seja inédita. O que necessariamente não irá garantir a conversão dos telespectadores em leitores, talvez do mesmo modo que não se dê no sentido contrário. Nesta "eterna querela" dos tempos modernos no embate da imagem com a palavra (vice-versa), com a dianteira da primeira em culturas e países onde a leitura, não é valorizada ou estimulada como deveria, agora, com uma "concorrência" por conta das novas tecnologias. Entretanto o romance satírico de Swift com suas analogias e metáforas com a Inglaterra do período, seguem surpreendentemente vivas, procantes e aguçadas. Como toda boa leitura faz ocorrer quando transforma convertendo o leitor, em viajor do texto que lê, seja do que for em qualquer época, área, gênero, estilo, autor ou assunto.
Porém viajar pela via da literatura-leitura, ainda "é para poucos", embora tantos e cada vez mais sejam os bons livros e o acesso a eles, nem sempre em cartaz nos cinemas.
Sinopse:
"Este livro conta a história de Lemuel Gulliver, um médico aventureiro que abandonou sua família, na Inglaterra, para desbravar novas terras, que depois de naufrágios e tormentas, acaba aportando em terras muito estranhas. Ele vai a Lilipute, onde as pessoas não medem mais de 15 centímetros; depois chega a Brobdingnag, onde as pessoas têm a altura de torres de igreja; e vai ainda ao País dos Houyhnhnms, onde os habitantes mais importantes são cavalos, não homens."

sábado, 12 de fevereiro de 2011

"Compras coletivas"

Se no exterior a idéia é bem conhecida, no Brasil, ainda é novidade: os sites de compras e serviços coletivos.

Existem vários... inclusive nacionais que oferecem variado leque de produtos e serviços, ainda concentrados nas grandes cidades e centros comerciais.
Contudo a idéia promete com muitas vantagens e benefícios para todos.
Funciona basicamente assim: as empresas interessadas oferecem um pacote de serviços ou produtos para determinado número de compradores, que uma vez cadastrados e confirmados no interesse, fecham o negócio por um preço consideravelmente mais acessível do que se o fizessem individualemente, isolados.
E quem sabe as editoras, sebos e livrarias não entram nessa?
Abaixo segue relação dos mais conhecidos e... bons negócios e compras!
Peixe Urbano
Grupon
Vale Junto
Serafina
Saveme
Bloomspot
FleshGuide

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

"Dostoiéviski: 1821 a 1849 - As sementes da revolta" de Joseph Frank

Em abril próximo o grupo Palimpsestos lerá o segundo clássico da literatura universal. E este será "Crime e Castigo", do escritor russo Fiódor Dostoiéviski (1821-1881), cujo vida e obra foram minuciosamente pesquisados e convertidos numa imensa biografia em 5 volumes de autoria de Joseph Frank. O primeiro volume "Dostoiéviski: 1821 a 1849 - As sementes da revolta" (2008, EDUSP, 496 págs, R$ 66,00).
Joseph Frank, Professor emérito de Literatura eslava comparada pela Universidade de Stanford (EUA) e uma das maiores autoridades no autor russo, firma-se nesta biografia colossal como das mais relevantes ao necessário aprofundamento no pensamento e vida, de um dos autores mais importantes da literatura universal.
Sinopse:
"Primeiro de uma série de cinco volumes dedicados ao romancista russo. Levado pela escrita fluente e profundo conhecimento do assunto de Joseph Frank, o leitor vai conhecendo o perfil do artista em formação, com os dados do ambiente sociocultural sendo articulados às idéias, valores, sentimentos e conflitos que moldaram a personalidade de Dostoiévski, dando-se atenção às influências artísticas e intelectuais que formaram seu pensamento e estilo. Aqui são abordados os primeiros anos da vida familiar do escritor, sua educação escolar e religiosa, o dilema entre a vocação literária e a carreira militar, o aparecimento dos primeiros contos e novelas, como 'O Duplo', e ainda seu ingresso nos círculos literários de São Petersburgo."

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

"A conturbada história das bibliotecas" de Matthew Battles

Se ler um livro é uma das grandes experiências do pensamento e vida que podem ocorrer a uma pessoa, então ler um livro sobre livros, ou no caso, sobre bibliotecas e sua história, é tomar parte de uma visão ainda mais particular das fontes e acervos do conhecimento e da cultura. Porém a obra de Matthew Battles, "A conturbada história das Bibliotecas" (2003, Planeta, 240 págs, R$ 49,90) vai além com elementos particulares à ciência da Biblioteconomia (ou Ciência da Informação) sem incorrer numa linguagem hermética, mas antes fluida e interessante. A obra revela particularidades da história da composição dos acervos de algumas das mais tradicionais universidades e instituições norte-americanas, e dos sistemas e contextos em que são compreendidos os livros e bibliotecas no universo anglo-saxão, à parte o paradoxo histórico de destruição que páira e persegue os acervos ao longo da história humana, ser não a umidade, a poeira, as traças e outros insetos daninhos, mas os próprios homens.
Seja como for, para quem aprecia o universo dos livros além da leitura e se interessa por questões que transcedem a idéia de um conhecimento aparentemente diletante para pedantes, saiba que vale conferir, e claro, ler.
Sinopse:
"Esqueça a biblioteca como um lugar tranqüilo e silencioso, respeitoso templo do saber. A cada página de "A Conturbada História das Bibliotecas", Matthew Battles mostra como o armazenamento de enormes quantidades de livros num único local vem despertando a atenção de inimigos da civilização, desde a destruição da mítica coleção de Alexandria, que concentrava a maior parte da literatura e da ciência produzida na Grécia Antiga, aos ataques que atravessaram os séculos até as guerras mais recentes. É esta saga cheia de sobressaltos, ódios e conflitos que Battles narra em páginas que prendem a atenção como uma aventura, cruzando conhecimentos técnicos sobre os sistemas de classificação e de organização de uma biblioteca moderna com uma pesquisa histórica muito bem documentada. Depois deste livro, fica difícil caminhar entre estantes sem pensar na vida intensa que oculta sua aparência de paz e ordem."

"Kafka a leilão"

No próximo 19 de abril em Berlim, irão a leilão cartas e cartões postais enviados por Franz Kafka (1883-1924) à sua irmã Ottilie. Todos são originais do autor judeu theco, que tinha a língua alemã como idioma materno, e tem parte de seus escritos originais, os mesmos que pedira a seu amigo Max Brod (1884-1968) para incinerar, como espólio disputado por herdeiros, instituições e países como Israel e Alemanha.
O leilão se dará na casa de leilões Startgardt, numa iniciativa das filhas de Ottilie, Vera Saukova e Helena Kostroushová, que os receberam de sua mãe, antes que ela fosse deportada e morta em Auschwitz, em 1943.
Assim, segue-se o mal costume de tornar produto para comércio e negócio, aquilo que é inestimável e, por isso, de pertencimento universal, público, à história da humanidade que Kafka retratou com maestria e singularidade insuperáveis, embora aqui no caso, se trate de uma expressão do autor de caráter absolutamente pessoal, íntimo, o que torna tal transação comercial ainda mais estranha quando não fetichista.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

"Pra tudo se acabar na quarta-feira"


A gente trabalha o ano inteiro
por um momento de sonho
pra fazer a fantasia
de rei, de pirata ou jardineira
e tudo se acabar na quarta-feira

(A felicidade, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes)

Este ano tudo se acabou na segunda-feira, feita de cinzas para a Grande Rio, a Portela e a União da Ilha do Governador. O que é pior, terminou antes mesmo de começar porque o Carnaval só acontece daqui a um mês, fato que aumenta a consternação pelas perdas. Estou solidário com as agremiações vitimadas e prejudicadas pelo incidente (que se supõe não deveria ocorrer num local construído para evitá-lo) e desejo que se recuperem e possam apresentar-se dignamente na Marquês de Sapucaí. 

Não sei se o samba-enredo apresentado no ano de 1984 pela Unidos de Vila Isabel se encaixa dentro das relações do Carnaval com a Literatura. O que sei é que tanto ele quanto a epígrafe acima destacam o fato de o Carnaval ser uma diversão efêmera, que consome um ano em sua preparação e dura uns poucos dias. Abaixo, deixo um vídeo com o samba-enredo mencionado em gravação de Martinho da Vila.




segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Heinrich Heine – Influências do Romantismo Alemão no Brasil


Christian Johann Heinrich Heine (1797-1856) foi um importante filósofo e poeta romântico alemão, fortemente influenciado pelo filósofo Georg Wilhelm Friedrich Hegel (1770-1831), sendo conhecido como “o último dos românticos.” Nascido na Alemanha, optou por passar grande parte da vida adulta na França. Ele viveu em um tempo de grandes mudanças políticas e sociais: A Revolução Francesa e as Guerras Napoleônicas, o que também influenciou seu pensamento. Era grande defensor do ateísmo, tratando a religião e Deus com jocosidade.

Depois de Johann Christoph Friedrich von Schiller e, sobretudo, de Johann Wolfgang von Goethe, foi a figura de Heine que imperou na lírica de língua alemã. Era dotado ao mesmo tempo de uma ironia natural e de talento para a lírica mais pura, quase capaz de passar por popular ou folclórica. Um de seus mais famosos poemas é “Die Lorelai”, musicada por Friedrich Silcher em 1837, e que se tornou uma das mais famosas canções alemãs. Boa parte de sua poesia lírica, especialmente a sua obra de juventude, foi musicada por vários compositores notáveis como Robert Schumann, Franz Schubert, Felix Mendelssohn, Johannes Brahms, Hugo Wolf, Richard Wagner e, já no século XX, por Hans Werner Henze e Lord Berners.

Através de sua obra, Heine exerceu profunda influência no Brasil, chegando, inclusive, a escrever sobre o tema da escravidão no país. No poema O Navio Negreiro, do original alemão Das Sklavenschiff, de 1853/54, o escritor alemão retrata a condição dos prisioneiros de um navio negreiro aportado no Rio de Janeiro. O poema foi base de inspiração para o escritor brasileiro Castro Alves, em seu poema também intitulado de O Navio Negreiro.

Heine foi admirado por diversos escritores brasileiros, entre eles Machado de Assis. Além de Machado, muitos outros também traduziram o escritor alemão, como o seu contemporâneo Gonçalves Dias e também Raul Pompéia, Alphonsus de Guimaraens, Fagundes Varela e Manuel Bandeira.

Duas publicações começam a recolocar em circulação no Brasil a obra de Heinrich Heine: O Rabi de Bacherach (tradução de Marcus Mazzari; Hedra; 128 páginas; 14 reais) traz, além da obra incompleta de ficção que lhe dá título, três artigos contra o ódio racial que o autor escreveu em 1840, por ocasião de perseguições contra a comunidade judaica de Damasco (parte, então, do Império Otomano), com o apoio direto do cônsul francês. Já Navios Negreiros (tradução de Priscila Figueiredo e Luiz Repa; SM; 80 páginas; 30 reais), além do célebre poema de Castro Alves, estampa em nova tradução a balada de Heine que, provavelmente vertida para o francês, inspirou o texto abolicionista do bardo baiano.

Você pode encontrar aqui o poema “Das Sklavenschiff “e outros poemas de Heine (em alemão, inglês e francês)

http://www.heinrich-heine.net/sklaved.htm

Vem, linda peixeirinha,
Trégua aos anzóis e aos remos.
Senta-te aqui comigo,
Mãos dadas conversemos.

Inclina a cabecinha
E não temas assim:
Não te fias do oceano?
Pois fia-te de mim.

Minh’alma, como o oceano,
Tem tufões, correntezas,
E muitas lindas pérolas
Jazem nas profundezas.

Heinrich Heine
(tradução de Manuel Bandeira)

"Orientalismo" de Edward Said

A obra reflete o brilhantismo de seu autor Edward Said (1935-2003), intelectual palestino que, radicado nos Estados Unidos, elaborou um dos estudos mais fundamentais acerca da cosmovisão que se fez e se tem do Oriente. A mesma que geralmente quando não refletida criticamente, reforça por isso estigmas e lugares-comuns, condenando-o as superficiais aparências recorrentes quando dele se trata. O mesmo Oriente que atualmente fervilha na potencial "Revolução", cujo contexto cultural onde valores e idéias como ciência, democracia, liberdade entre outros, parecem monopólio, quando não criações exclusivas do Ocidente, o que nem sempre se comprova ao conhecermos as raízes da civilização e cultura do Ocidente.
Aliás vale refletir criticamente sobre esta própria geo-bipolaridade do mundo sistematizada enquanto tal, do mesmo modo que como outras sistematizações, que deverão dar lugar a modelos mais próximos da realidade da vida porque justos e autênticos conforme às naturezas, e não as enquadradas nas tipologias entre os estigmas e imposições motivados não raro por interesses de variados tipos como revela o autor em sua primorosa análise.
A obra "Orientalismo" (2007, Cia de Letras, 528 págs, R$ 30,50) recém reenditada pela Cia das Letras na coleção Cia do Bolso, foi publicada em 1978 e se firmou como um dos texto basilares dos chamados "estudos pós-coloniais". Seu percurso abarca história, literatura, ciências políticas e sociais, as relações internacionais entre outras, e o tornou um dos clássicos indispensáveis para se entender o mundo moderno. Em particular os aspectos cruciais como a visão do outro quanto civilização e cultura, estes, cambiantes conforme as interpretações que deveriam se dar pelo que ainda carecemos: o honesto interesse em conhecer, acompanhado da corajosa abertura e disposição em diluir preconceitos ou supostas "verdades" constituídas por históricas distorções.

Sinopse:

"Neste livro de 1978, Edward W. Said mostra que o 'Oriente' não é um nome geográfico entre outros, mas uma invenção cultural e política do 'Ocidente' que reúne as várias civilizações a leste da Europa sob o mesmo signo do exotismo e da inferioridade. Recorrendo a fontes e textos diversos - descrições de viagens, tratados filológicos, poemas e peças, teses e gramáticas -, Said mostra os vínculos estreitos que uniram a construção dos impérios e a acumulação de um fantástico e problemático acervo de saberes e certezas européias. A investigação da origem e dos caminhos do Orientalismo como disciplina acadêmica, gosto literário e mentalidade dominadora, vai e volta do século XVIII aos dias de hoje, das traduções das 'Mil e uma noites' à construção do canal de Suez, das viagens de Flaubert e 'Lawrence da Arábia' às aventuras guerreiras de Napoleão no Egito ou dos Estados Unidos no golfo Pérsico."

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Perca um livro

Ler um bom livro deve ser uma experiência que deve ser compartilhada com outras pessoas. Por mais que sejamos egoístas e seja grande em muitos de nós (pelo menos em mim), o desejo de formar uma imensa biblioteca, iniciativas estão vindo aí para provar que o conhecimento deve circular. Esse é o objetivo da campanha “Perca um livro”, que pode ser conferida no site http://www.livr.us/. A ideia é "perder" um livro em lugar público para ser achado e lido por outras pessoas que, então, farão o mesmo. A meta é fazer do mundo inteiro uma livraria. O processo consiste em três passos:

1 – Leia um bom livro;
2 – Cadastre o livro no site e escreva seus comentários para pegar seu código único e a etiqueta correspondente ao livro;
3 – Perca o livro em um lugar público ou encaminhe para alguém que deverá repassá-lo, respeitando a ideia.

De posse do código o leitor poderá rastrear através do site, os caminhos percorridos pelo livro. A iniciativa pretende trazer para o Brasil uma prática de incentivo à leitura. Eu já tenho um livro para ser perdido. Vamos também aderir a essa ideia?

Reihard Jirgl - Prêmio Georg Büchner de 2010


O Prêmio Georg Büchner de 2010 foi concedido ao autor berlinense Reinhard Jirgl e entregue em cerimonia realizada  no Teatro Municipal de Darmstadt em 23 de outubro do ano passado. Na antiga Alemanha Oriental, ele passou anos escrevendo sem publicar, mas hoje já faz parte do 'mainstream' literário alemão. Jirgl muitas vezes causa dor aos leitores, declarou o crítico e jornalista berlinense Helmut Böttiger em seu discurso de homenagem ao autor premiado. Em seus romances, Jirgl usa elementos da cultura trivial e televisiva que escapam, no entanto, a qualquer consenso. O premiado é o tipo de escritor contra o qual os professores de literatura sempre advertiram, constatou Böttiger. Ele representa algo de incômodo e seus romances costumam ser associados à cor negra. No entanto, ressalvou o crítico, esse negro tem um efeito esclarecedor.

Ele escreve sobre os horrores da Primeira e da Segunda Guerra, a inflação, a fuga e o desterro, o trauma da separação e da reunificação dos dois Estados alemães: em seus romances Die Stille (O Silêncio) e Die Unvollendeten (As Incompletas), Jirgl não omite nenhum grande tema do século 20. Rupturas de vida e situações limítrofes fascinam o escritor de 59 anos, cuja própria biografia é repleta de rompimentos e recomeços. Jirgl escreveu seis longos romances que não puderam ser publicados. Em 1983, quando enviou sua primeira obra, Mutter Vater Roman (Romance de Pai e Mãe), à editora Aufbau, em Berlim Oriental, recebeu uma recusa de publicação, sob alegação de que o livro não tinha uma concepção histórica marxista.

Reinhard Jirgl não se deixou desencorajar, muito pelo contrário. Continuou escrevendo seus romances nos bastidores e para tal até desistiu de sua profissão de engenheiro, passando a ganhar a vida como técnico de iluminação do teatro Volksbühne, em Berlim. No ano da reunificação alemã, ele finalmente conseguiu publicar seu primeiro romance, que na época não chegou a ter uma grande repercussão. Só em 1993, o autor berlinense se tornou conhecido por um público mais amplo. Foi quando recebeu o Prêmio Alfred Döblin por seu romance Abschied von den Feinden (Despedida dos Inimigos) e foi incorporado definitivamente à lista de autores da editora Carl Hanser, onde publica até hoje. Em 1996, Jirgl abandonou suas atividades como técnico de palco e passou a viver só da literatura. O Prêmio Georg Büchner, o mais importante da Alemanha, representa um novo impulso para a carreira de Jirgl, que chegou a ser denominado por um crítico de "bate-estacas da literatura contemporânea". Afinal, seus livros não são de fácil digestão. Para começar, sua ortografia peculiar já dificulta a leitura. Jirgl costuma colocar sinais de pontuação no início da frase, como o ponto de interrogação, por exemplo. "Isso interrompe o fluxo normal e linear de leitura, mas também faz o leitor refletir", elogia Klaus Reichert, presidente da Academia Alemã de Língua e Literatura/Poesia, que concede o Prêmio Büchner desde 1951. Jirgl escreve com grande paixão e sensibilidade narrativa sobre as rupturas e catástrofes do século 20, caracteriza Reichert. "Resolvemos premiar um escritor que tem a ousadia de usar a linguagem para escrever algo que não pode ser digerido tão facilmente", justificou. Ao receber o prêmio, Jirgl se alinha a uma série de grandes escritores do século 20 que também o mereceram, entre os quais Friedrich Dürrenmatt, Heinrich Böll, Erich Kästner e Elfriede Jelinek.

*Este texto é uma adaptação do original em alemão que se encontra no seguinte endereço:

http://www.dw-world.de/dw/article/0,,6143898,00.html

“Georg-Büchner-Preis”


O Prêmio Georg Büchner (ou Prêmio Büchner) é considerado o mais importante prêmio literário da Alemanha. Seu nome homenageia o escritor e dramaturgo alemão Georg Büchner (1813 - 1837). Foi fundado em 11 de Agosto de 1923, na época da República de Weimar, pela câmara de deputados do estado alemão Volksstaat Hessen (extinto em 1946, hoje: Hessen). A idéia era premiar artistas ligados a Hessen. Entre 1933 e 1944 foi substituído por um prêmio da cidade alemã Darmstadt. O valor é de 40.000 Euros.

Os vencedores foram:

1923

Arnold Mendelssohn
Adam Karillon

Komponist
Schriftsteller

1924

Paul Thesing
Alfred Bock

Maler
Schriftsteller

1925

Wilhelm Michel
Rudolf Koch

Schriftsteller
Schriftkünstler

1926

Wilhelm Petersen
Christian H. Kleukens

Komponist
Drucker

1927

Johannes Bischoff
Kasimir Edschmid

Kammersänger
Schriftsteller

1928

Richard Hoelscher
Well Habicht

Maler
Bildhauer

1929

Carl Zuckmayer
Adam Antes

Schriftsteller
Bildhauer

1930

Johannes Lippmann
Nikolaus Schwarzkopf

Maler
Schriftsteller

1931

Alexander Posch
Hans Simon

Maler
Komponist/Kapellmeister

1932

Adolf Bode
Albert H. Rausch

Kunstmaler
Schriftsteller

No ano de 1933 até 1944 o prêmio não foi entregue.

1945

Hans Schiebelhuth

Schriftsteller

1946

Fritz Usinger

Schriftsteller

1947

Anna Seghers

Schriftstellerin

1948

Hermann Heiss

Komponist

1949

Carl Gunschmann

Maler

1950

Elisabeth Langgässer

Schriftstellerin

Em 15 de Março 1951 o Ministro da Cultura de Hesse fechou um contrato com o magistrado da cidade de Darmstadt e com a Academia Alemã de Língua e Poesia (em alemão: Deutsche Akademie für Sprache und Dichtung)pelo qual transformou o antigo Prêmio Georg Büchner em um prêmio literário concedido pela Academia. Ao mesmo tempo, um estatuto para o Prêmio Büchner foi criado e aprovado. Seu parágrafo mais importante (na versão de 21 de Março de 1958) diz: "Para a concessão do prêmio podem ser propostos escritores e poetas que escrevem em alemão, que emergem através das dimensões principais de seus trabalhos e obras e que têm uma participação fundamental na configuração da vida cultural alemã.

1951 Gottfried Benn
1952 nicht vergeben
1953 Ernst Kreuder
1954 Martin Kessel
1955 Marie Luise Kaschnitz
1956 Karl Krolow
1957 Erich Kästner
1958 Max Frisch
1959 Günter Eich
1960 Paul Celan
1961 Hans Erich Nossack
1962 Wolfgang Koeppen
1963 Hans Magnus Enzensberger
1964 Ingeborg Bachmann
1965 Günter Grass
1966 Wolfgang Hildesheimer
1967 Heinrich Böll
1968 Golo Mann
1969 Helmut Heißenbüttel
1970 Thomas Bernhard
1971 Uwe Johnson
1972 Elias Canetti
1973 Peter Handke
1974 Hermann Kesten
1975 Manès Sperber
1976 Heinz Piontek
1977 Reiner Kunze
1978 Hermann Lenz
1979 Ernst Meister
1980 Christa Wolf
1981 Martin Walser
1982 Peter Weiss
1983 Wolfdietrich Schnurre
1984 Ernst Jandl
1985 Heiner Müller
1986 Friedrich Dürrenmatt
1987 Erich Fried
1988 Albert Drach
1989 Botho Strauß
1990 Tankred Dorst
1991 Wolf Biermann
1992 George Tabori
1993 Peter Rühmkorf
1994 Adolf Muschg
1995 Durs Grünbein
1996 Sarah Kirsch
1997 H.C. Artmann
1998 Elfriede Jelinek
1999 Arnold Stadler
2000 Volker Braun
2001 Friederike Mayröcker
2002 Wolfgang Hilbig
2003 Alexander Kluge
2004 Wilhelm Genazino
2005 Brigitte Kronauer
2006 Oskar Pastior
2007 Martin Mosebach
2008 Josef Winkler
2009 Walter Kappacher
2010 Reinhard Jirgl

Mais no site da Academia Alemã de Língua e Poesia (em alemão):

http://www.deutscheakademie.de/preise_buechner.html