domingo, 29 de maio de 2011

Cata Livros: Nova Morada da Literatura Infantojuvenil.

Em colaboração com a Fundação Calouste Gulbenkian e a Casa da Leitura, foi recentemente lançado um novo espaço virtual dedicado ao publico infantojuvenil. Usando o carácter lúdico da internet, este pretende dar a conhecer novas obras e novos autores aos mais jovens. 

sábado, 28 de maio de 2011

As tradições em Mia Couto

Embora marcantes as relações entre Brasil e África, o que os escritores africanos escrevem atualmente ainda não é tão conhecido por aqui. É oportuno, então, deixarmos um breve registro sobre uma das melhores obras do escritor moçambicano Mia Couto, Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra (2005).
Vale lembrar que no cerne das questões trazidas, pelo já premiado escritor, estão os confrontos e os rastros culturais decorrentes da colonização e do entrecruzamento de culturas em que se encontra Moçambique. De um lado, a visão do colonizador português; de outro, o terreno movediço de tradições, cuja linguagem propõe a necessidade constante de enfrentamento dos novos enunciados que decorrem dessa geografia cultural.
Assim é que a obra Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra se configura num grande embate de tradições culturais: aquelas dos povos do Índico, as dos antepassados, de matriz Bantu, e a que foi imposta pelo colonialismo. Sem referir-se diretamente a questões políticas, mas apontando os confrontos e conflitos de uma realidade comum a um dos países mais pobres do mundo, Mia Couto desenrola, de forma poética e crítica, as últimas décadas da história moçambicana: “Nenhum país é tão pequeno como o nosso. Nele só existem dois lugares: a cidade e a Ilha. A separá-los, apenas um rio. Aquelas águas, porém, afastam mais que a sua própria distância. Entre um e outro lado reside um infinito. São duas nações, mais longínquas que planetas. Somos um povo, sim, mas de duas gentes, duas almas” (p. 18)
É nesse cenário que o personagem Marianinho, um jovem universitário, retorna à sua terra natal para participar do inusitado funeral do avô, Dito Mariano, um defunto cuja morte continua incompleta. Enquanto aguarda pelo cerimonial fúnebre desse semidefunto (ou semivivo?), o estudante é testemunha de estranhas visitações através de pessoas e cartas que lhe chegam do outro lado do mundo. São as revelações de um universo cultural, tênue e ameaçado, que Marianinho reencontra, ao mesmo tempo em que se vê como um estranho para os familiares: “Me olham, em silenciosa curiosidade. Há anos que não visito a Ilha. Vejo que se interrogam: eu, quem sou? Desconhecem-me. Mais do que isso: irreconhecem-me” (p. 29).
Vivendo, assim, em espaços que comportam simultaneamente presença e ausência, os personagens da Ilha Luar-do-Chão representam o sujeito-objeto de uma travessia infindável, pela qual são instigados a buscar um meio de ingressar na contemporaneidade, tendo que enfrentar, para isso, o mundo de fuga e violência do passado colonial. É em meio a essa inusitada e comovente história que fica o convite para conhecermos um pouco mais das literaturas africanas e, em particular, da prosa coutiana...

terça-feira, 24 de maio de 2011

“Convergências Poéticas: de Murilo Mendes ao Twitter”

Está em cartaz no MAM - Museu de Arte Murilo Mendes, a primeira exposição interativa, móvel e em rede realizada na cidade. Trata-se da mostra “Convergências Poéticas: de Murilo Mendes ao Twitter”, de Renato Bressan.
A exposição oferece uma nova perspectiva sobre a obra “Convergências” (1970), de Murilo Mendes, graças ao recurso à interatividade. É possível que os visitantes leiam, escolham trechos do livro e brinquem através do algoritmo criado pelo próprio artista plástico. Com a opção de até 140 caracteres, o programa escolhe três frases e as dispõem de distintas formas, formando assim novos poemas, que podem ser postados pelo Twitter em tempo real.

Em entrevista concedida para a UFJF, Renato Bressan afirma que o livro de Murilo Mendes é ainda hoje atual: “Ele juntava pessoas que gostava, como Fernando Pessoa e Carlos Drummond de Andrade, que tiveram grande influência na sua obra, assim como nas mídias sociais hoje. Murilo era um homem à frente de seu tempo. Até esse jogo de palavras já era uma característica presente na obra. O próprio livro tem essa criação de palavras, brinca com os ritmos e construções. Faz recombinações de pequenas palavras, gerando novos sentidos.”

Para quem quiser conferir, a exposição está em cartaz até dia 24 de julho, com entrada gratuita.
Outras informações podem ser encontradas através do twitter.com/murilograma, da página do Facebook (www.facebook.com/murilograma) e do e-mail murilograma@gmail.com

 
Local:
MAM
Rua Benjamin Constant 790, Centro
Tel: (32) 3229-9070
Juiz de Fora

"Journal of the History of Philosophy"

"The Journal of the History of Philosophy (JHP) is an international journal that publishes articles, notes, discussions, and reviews about the history of Western philosophy, broadly conceived. JHP takes its mandate from a motion passed by the Eastern Division of the American Philosophical Association in December 1957 approving 'the establishment of a journal devoted to the history of philosophy'. Each issue includes refereed articles on topics ranging from ancient and medieval to nineteenth- and twentieth-century philosophy as well as book reviews. The Journal publishes material in English, German, and French".

http://philosophy.wisc.edu/jhp/

http://www.press.jhu.edu/journals/journal_of_the_history_of_philosophy/

segunda-feira, 23 de maio de 2011

"V Congresso Internacional de História"

Para maiores informações acesse:

sábado, 21 de maio de 2011

O ventre dos filósofos


Em sua obra "O ventre dos filósofos - Crítica da razão dietética", Michel Onfray afirma que "a história da alimentação é a essência da própria história". Sendo assim, o autor realiza um percurso através da vida e obra de grandes filósofos, como Fourier, Nietzsche, Sartre, Kant e Rosseau, recolhendo diversas reflexões sobre a gastronomia e sua influência sobre o espírito e pensamento humanos. Argumentando que "os filósofos geralmente esquecem de refletir sobre os próprios corpos e no que acumulam enquanto comem", Onfray defende a ideia de que "entre pensamento e estômago existe uma complexa rede de afinidades e confissões que a reflexão não deveria negligenciar". Existe uma edição da obra  disponibilizada pela Editora Rocco que pode ser encontrada nos sebos sem muita dificuldade.


sexta-feira, 20 de maio de 2011

"Seminário Murilo Mendes"

Acontece na Universidade Federal de Juiz de Fora o "Séminário Murilo Mendes: Retratos Relâmpago", nos dias 24 e 25 de maio, das 15 às 22 horas no Museu de Arte Murilo Mendes (MAMM). Endereço: Rua Benjamin Constant, 790, Centro - Juiz de Fora - MG. As incrições podem ser feitas do dia 12 ao dia 24 de maio das 10 às 18 horas na secretaria do MAMM.

Mais informações:
(32) 3229-9070
www.ufjf.br/mamm

Murilo Monteiro Mendes (1901-1975)foi um poeta, escritor, professor e crítico de arte, brasileiro, nascido em Juiz de Fora, MG.

Sua Obras:
"Poemas" (1930), "Bumba-meu-poeta" (1930), "História do Brasil" (1933), "Tempo e eternidade" - com Jorge de Lima (1935), "A poesia em pânico" (1937), "O Visionário" (1941), "As metamorfoses" (1944), "Mundo enigma" e "O discípulo de Emaús" (1945), "Poesia liberdade" (1947), "Janela do caos" - França (1949), "Contemplação de Ouro Preto" (1954), "Office humain" - França (1954), "Poesias (Obra completa até esta data)" (1959), "Tempo espanhol" - Portugal (1959), "Siciliana" - Itália (1959), "Poesie" - Itália (1961), "Finestra del caos" - Itália (1961), "Siete poemas inéditos" - Espanha (1961), "Poemas" - Espanha (1962), "Antologia Poética" - Portugal (1964), "Le Metamorfosi" - Itália (1964), "Italianíssima (7 Murilogrami) - Itália 1965), "Poemas inéditos de Murilo Mendes" - Espanha (1965), "A idade do serrote" (1968), "Convergência" (1970), "Poesia libertá" - Itália (1971), "Poliedro" (1972), "Retratos-relâmpagos, 1ª série" (1973),"Antologia Poética" (1976) e "Poesia Completa e Prosa" (1994).


Alguns de seus poemas:

Reflexão n°.1

Ninguém sonha duas vezes o mesmo sonho
Ninguém se banha duas vezes no mesmo rio
Nem ama duas vezes a mesma mulher.
Deus de onde tudo deriva
E a circulação e o movimento infinito.

Ainda não estamos habituados com o mundo
Nascer é muito comprido.

O mau samaritano

Quantas vezes tenho passado perto de um doente,
Perto de um louco, de um triste, de um miserável,
Sem lhes dar uma palavra de consolo.
Eu bem sei que minha vida é ligada à dos outros,
Que outros precisam de mim que preciso de Deus
Quantas criaturas terão esperado de mim
Apenas um olhar – que eu recusei.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Crime e Castigo


Dos livros de Dostoiévski, Crime e Castigo é o mais adaptado para o cinema; fato que pode ser atribuído à trama detetivesca dos diálogos entre o protagonista Raskolnikov e o juiz de instituição Porfiri Petróvitch. A primeira adaptação, dirigida por Josef von Sternberg e estrelado por Peter Lorre, ocorreu em 1953. A versão francesa ocorreu em 1956, sob a direção de Georges Lampin. Uma adaptação que dá maior ênfase a densidade psicológica do romance é filme finlandês de 1983, dirigido por Aki Kaurismäki. No Brasil, há uma adaptação livre dirigida por Heitor Dhalia e Marçal Aquino, Nina (2004), longa em que uma garota desajustada (representa Raskolnikov) vive em um quarto de aluguel, onde é explorada por uma rabugenta senhoria.

domingo, 15 de maio de 2011

VEJA: "A importância da leitura na era digital"

A edição de VEJA (2217, ano 44, n°20) desta semana traz como matéria de capa uma discussão sobre a leitura na era digital.
"A cada nova geração, renova-se a sensação de que nas passadas se lia mais e se fazia menos sexo. Duplo engano. A rapaziada, em todos os tempos, foi com igual ímpeto ao pote. A razão POR QUE a leitura parece estar em baixa é que estamos em plena era da internet. Só parece. Pois o que se vê é a multiplicação dos jovens que gostam de LER, reconhecendo que um bom texto AINDA É, para a vida pessoal e profissional, um instrumento DECISIVO..." (continua na página 98 da revista).

Seamus Heaney


Agraciado com o prêmio Nobel em 1995, o poeta irlandês Seamus Heaney possui uma vastíssima obra poética e crítica na qual apenas uma pequena parcela chegou ao público brasileiro. No ano de 2000, a Companhia das Letras lançou uma antologia das composições poéticas de Heaney sob o título de "Poemas" (tradução e introdução de José Antonio Arantes), cujas notas explicativas e apêndice são realmente esclarecedores e instigantes. A poesia de Heaney ao mesmo tempo que trabalha com lirisimo as paragens rurais do interior irlandês e com o cotidiano dos trabalhadores dessa área, também tematiza os grandes dramas humanos e religiosos da Irlanda do Norte. O resultado, como afirma o próprio José Antonio Arantes, "são poemas enxutos, ao mesmo tempo toscos e sofisticados, que aliam o registro miúdo do dia-a-dia a poderosas incursões pela história, pela política, pela natureza ou pela mitologia, sem perderem jamais a atmosfera de proximidade com o mistério que caracteriza toda a grande poesia". Abaixo, a tradução de Arantes do poema "The Spoonbait" do livro "Haw Lantern".

A Isca

Assim nova similitude nos é dada
E dizemos: a alma é comparável

A uma isca que uma criança descobre
Sob a tampa corrediça de um porta-lápis,

Vislumbrada uma vez e imaginada a vida toda
À tona e livre e enrolando-se de parte alguma -

Uma estrela cadente voltando às trevas.
Escapa dele e o queima sem prévio aviso

Como a gota simples que o Rico implorou
Precipitando-se num grande abismo.

A seguir sai, o elmo polido de herói
Exposto a meia-nau sobre as águas agitadas.

Sai, alternativamente, luz de brinquedo
Puxada através dele rio acima, a prender nada.

sábado, 14 de maio de 2011

9ª Semana de Museus

De 16 a 22 de maio acontece a 9ª Semana de Museus, com o tema "Museu e Memória" e organizada pelo Instituto Brasileiro de Museus [IBRAM]. Durante a semana, instituições museológicas de todo o país promovem eventos em torno deste tema, incluindo seminários, exposições, oficinas e espetáculos de dança e teatro. Neste ano, serão 3.800 eventos realizados nos 1009 museus participantes. Aqui en JotaéFê, a programação não surpreende, mas marca presença com atividades no Museu do Crédito Real, Museu Mariano Procópio, entre outros.

"Anistia Internacional"

"A Anistia Internacional é um movimento global integrado por pessoas, em sua maioria colaborando de forma voluntária, que trabalham para que os direitos humanos sejam respeitados em todo o mundo.Nossa visão é a de um mundo em que todas as pessoas desfrutem de todos os direitos humanos proclamados na Declaração Internacional dos Direitos Humanos e em outros instrumentos internacionais de direitos humanos – direitos civis, políticos, culturais, econômicos e sociais. Embalados por esta visão, nossa missão consiste em realizar trabalhos de investigação e ação centrados em impedir e acabar com os graves abusos contra todos os direitos humanos. Investigação e ação são os motores que impulsionam a Amnesty Internacional. Imparcialidade e independência, suas características. A Amnesty International possui mais de 2.2 milhões de membros e colaboradores em mais de 150 países e regiões e coordenamos esse apoio para agir por justiça em vários temas.Você pode ajudar a realmente fazer a diferença se tornando membro ou contribuindo com a Anistia Internacional"

Mais informações:
http://br.amnesty.org/
http://www.amnesty.org/

terça-feira, 10 de maio de 2011

Dostoiévski & Graciliano Ramos



No encontro passado, dedicado a Crime e Castigo, não pude deixar de pensar em Graciliano Ramos e em seu romance Angústia, no qual também vemos um personagem atormentado após cometer um assassinato. Porém, Luis da Silva nunca se viu como um homem extraordinário que, por isso, poderia matar os que fossem por ele classificados como "ordinários". O personagem brasileiro se mostrou desde o início da narração (feita em 1ª pessoa) como um homem fraco, incapaz de afirmar-se na sociedade urbana que se constituía no país e o crime, para ele, é apenas uma forma de eliminar um homem que era seu contrário e o deixava desgostoso por conta disso.


Não vou, porém, me alongar na comparação das duas obras, pois não estou em condições de fazê-lo. Li muito mais Graciliano que Dostoiévski e apenas aponto uma possível intertextualidade. Seguramente, tanto o autor brasileiro quanto o russo merecem ser lidos.

Pesquisando um pouco na internet, descobri alguns trabalhos que tratam das aproximações entre Dostoiévski e Graciliano Ramos. Deixo os mesmos indicados abaixo, com os respectivos links:

A alma russa de um nordestino: Graciliano Ramos leitor de Dostoiévski. Dissertação de mestrado de Cristiane Guimarães Arteaga na qual, segundo o resumo, é traçado "um caminho de leitura em que os pontos de contato entre esses dois escritores pudessem ser percebidos sem, no entanto, privilegiar um ou outro." Disponível em: www.lume.ufrgs.br/handle/10183/5005

A 70 anos de Angústia, de Graciliano Ramos: visões da crítica. Artigo da professora Irenísia Torres de Oliveira, da Universidade Federal do Ceará, publicado na Revista de Letras em 2006, quando da efeméride de 70 de publicação do romance. O artigo trata de levantar a fortuna crítica do romance e aponta as duas principais correntes interpretativas: uma focada no aspecto psicológico da obra e outra no aspecto sociológico. Disponível em: www.revistadeletras.ufc.br/rl28Art23.pdf

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Bressane no IndieLisboa



O Festival Internacional de Cinema Indepentente, o Indie Lisboa, presta este ano tributo ao realizador brasileiro Júlio Bressane sendo, que o realizador estará em Lisboa para apresentar os seus filmes.

De entre a sua produção cinematográfica a retrospectiva do Festival inclui:  " Matou a Família e foi ao Cinema" (1969) , " Memórias de um Estrangulador de Loiras" (1971) , "Sermões- A História de Padre António Vieira" (1989) , " Cleópatra " ( 2007) e a "Erva do Rato" (2008). 

Esta retrospectiva  é organizada em colaboração com a Cinemateca Portuguesa e com o apoio da Embaixada do Brasil. 

domingo, 8 de maio de 2011

5º Encontro Regional de Bibliotecas

Começa amanhã, no Instituto Vianna Júnior, o 5º Encontro Regional de Bibliotecas, com o tema (um bocadinho simples...) "Ler é bom demais!". Organizado pela Associação de Amigos da Biblioteca Municipal Murilo Mendes, com apoio da Prefeitura Municipal de Juiz de Fora, da Fundação Mapro e do Instituto Vianna Júnior, o evento contará com a presença de alguns nomes interessantes, como Ricardo Oiticica, doutor em Letras pela PUC-Rio e pesquisador da Cátedra UNESCO de Leitura, que fará a palestra magna sobre o tema "Leitura e perspectivas na sociedade atual: uma visão pessoal", além de Emir José Suaiden, professor da UnB e diretor do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia –IBICT, que falará sobre "As Bibliotecas no século XXI".
O evento, que acontece simultaneamente à 10ª Feira do Livro do Instituto Vianna Júnior, vai até dia 13 de maio e as inscrições podem ser feitas na Biblioteca Municipal Murilo Mendes (Av. Getúlio Vargas, 200 - Praça Antônio Carlos, Juiz de Fora-MG). Acho a inscrição salgada para o porte do evento: R$ 65,00.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

"Kant-Studien"

O periódico Kant-Studien, organizado pela Sociedade Kant internacional (Kant-Gesellschaft) é a maior referência mundial em relação aos estudos da filosofia de Immanuel Kant. Foi fundado em 1896 e publica anualmente aproximadamente 25 artigos científicos filosóficos-históricos nas linguas alemã, inglesa e francesa. O foco é, primero, contribuir para esclarecer questões de interpretação, de história, e editoriais sobre a filosofia de Kant. Segundo, contribuir para os debates sobre a filosofia transcendental. Terceiro, realizar uma investigação sobre os precursores de Kant e os efeitos que eles tiveram em sua filosofia.

É publicado pela editora científica Walter de Gruyter, a qual atua com exigência e sofisticação no campo da literatura científica. São publicados por ela anualmente 500 novos títulos nas áreas de ciencias humanas, medicina, ciencia natural, ciência do direito, matemática e outros, além disso, publica também anualmente cerca de 100 períodicos em campos específicos e também mídias digitais.

Para mais informações:

http://www.degruyter.de/journals/ks/

http://www.kant-gesellschaft.de/de/ks/

quinta-feira, 5 de maio de 2011

"Simpósio Internacional da UEA"

A Cátedra Amazonense de Estudos Literários, grupo de pesquisas e certificado pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa da Universidade do Estado do Amazonas, junto ao CNPq, promove o SimpósioInternacional Margens & Periferias: literaturas do Sul da Europa à América do Sul, que acontece em Manaus, de 7 a 9 de setembro de 2011. O evento é uma parceria da UEA, Universidade de Vigo (Espanha) e Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), e tem financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas, Instituto Camões e Reitoria da Universidade do Estado do Amazonas.


Maiores informações: www.uea.br

Obras de Pedro Nava na Companhia das Letras

Uma notícia para ser comemorada é o anúncio do relançamento de parte da obra memorialística do médico e escritor Pedro Nava pela Companhia das Letras, o que pode contribuir para uma maior visilibidade de sua obra ao lado de outros grandes nomes da literatura brasileira. Graças a um recente acordo fechado com a Ateliê Editorial, que detém os direitos de todas as memórias do autor, a Companhia aproveitará a comemoração dos 40 anos da primeira edição de "Baú de Ossos", a ser celebrada em 2012, para lançar novas edições de seus livros "Balão cativo" (1973), "Chão de ferro" (1976), "Beira-mar" (1978), "Galo-das-trevas" (1981), "O círio perfeito" (1983), "Cera das almas" e do aniversariante "Baú de Ossos".

Biografia do autor:
"Pedro da Silva Nava nasceu em Juiz de Fora em 5 de junho de 1903. Na década de 1920, ele fez parte do grupo modernista mineiro que se reunia no Café Estrela, junto com Carlos Drummond de Andrade, Emílio Moura e Abgar Renault, entre outros. Formou-se em medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais em 1927 (foi contemporâneo daquele que viria a ser Presidente da República, Juscelino Kubitschek). Em 1933, vai para o Rio de Janeiro trabalhar como médico; torna-se chefe da Policlínica Geral. Em 1943, ano em que se casou com Antonieta Penido, foi um dos signatários da Manifesto dos Mineiros, um manifesto da intelectualidade mineira em defesa da redemocratização e do fim do Estado Novo. Além de poeta bissexto, Nava também desenhava (segundo Carlos Drummond de Andrade “ele não quis ser pintor; se quisesse, daria um banho em muito medalhado por aí”). Quando começou a publicar as suas memórias no início da década de 1970, foi saudado como um dos grandes escritores da moderna literatura brasileira. Os sete volumes traçam um painel riquíssimo da vida cultural brasileira do século 20. Pedro Nava suicidou-se em 13 de maio de 1984. Seu acervo pessoal encontra-se na Casa de Rui Barbosa."

Simpósio Internacional Literatura, Crítica e Cultura V: Literatura e Política

Será realizado no período de 24 a 26 de maio de 2011, na Universidade Federal de Juiz de Fora, o Simpósio Internacional Literatura, Crítica e Cultura V: Literatura e Política, organizado pelo programa de pós-graduação de Estudos Literários. O evento contará com mesas redondas, comunicações de professores das áreas de letras e de alunos de pós-graduação e ainda lançamentos de livros e revistas acadêmicas.

Para maiores informações: http://www.ufjf.br/simposioestudosliterarios/

terça-feira, 3 de maio de 2011

Dostoiévski & Machado de Assis

Entre uma pesquisa e outra para contextualização e aprofundamento da análise da obra e autor do mês, buscava na internet algum trabalho que relacionasse Dostoiévski ao universo literário brasileiro, mas não em termos de influência, conceito que a Literatura Comparada tenta hoje superar. E eis que nas minhas buscas encontrei o trabalho de Andrea de Barros.

Sua dissertação de mestrado, defendida em 2007 junto ao Programa de Pós Graduação da PUC-SP, tenta relacionar o autor russo com Machado de Assis. Para ela, na obra de ambos, existe um modo de narrar que é trabalhado para construir a dúvida, notadamente nas obras O eterno marido, de Dostoiévski, e Dom Casmurro, de Machado de Assis.

A quem tiver interesse, a dissertação pode ser encontrada no link:
http://www.sapientia.pucsp.br//tde_busca/arquivo.php?codArquivo=4447

"História do Livro"

"A Biblioteca Nacional realiza nesta quinta-feira o colóquio "Os poderes do livro", com palestra do historiador francês Jean-Yves Molier e lançamento dos quatro volumes da coleção Memória Editorial (Edusp/Com-Arte) e do primeiro número da Revista Livro, editada pela Escola de Comunicações e Artes da USP e voltada para os estudos universitários da área de cultura letrada no país. O evento começa às 14h, com abertura do presidente da Biblioteca, Galeano Amorim, e vai até às 19h. Molier, que tem três livros lançados no Brasil ("O dinheiro e as letras"; "O camelô - figura emblemática da comunicação" e "A leitura e seu público no mundo contemporâneo"), faz sua palestra às 17:30m. A entrada é franca."

Fonte: O Globo - Prosa & Verso / No Prelo - pág. 5 em 30 de abril de 2011.

XVIII Simpósio Interdisciplinar: "Platão, Cosmos e Cidade"

Acontece de 23 a 26 de maio, na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) numa promoção do Instituto Hypnos o XVIII Simpósio Interdisciplinar: "Platão, Cosmos e Cidade".
Acesse:

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Sociedade Kant Brasileira

A Sociedade Kant Brasileira reúne professores, pesquisadores e estudiosos especialistas nos mais variados graus e áreas que, a partir do pensamento do filósofo Immanuel Kant (1724-1804), desenvolvem seus trabalhos, projetos e pesquisas.
É referência no Brasil e exterior, divulgando e promovendo eventos acerca dos estudos e pesquisas sobre o filósofo e sua obra, disponibilizando newsletter à comunidade dos interessados no pensamento kantiano, além da revista Studia Kantiana entre outras iniciativas e recursos.
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