Mostrando postagens com marcador Literatura e Música. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Literatura e Música. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 1 de junho de 2011

"22º Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga"


"Já estão abertas as inscrições para o Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga que, em 2011, chega à sua 22ª edição. O evento acontece entre os dias 17 e 30 de julho. No total, serão oferecidos 48 cursos de instrumentos antigos e modernos, materclass internacional de música antiga e palestras, ministrados por professores de várias partes do país e do exterior. Na programação cultural, estão mais de 30 concertos e apresentações de formações orquestrais, grupos e músicos brasileiros e estrangeiros, todos com entrada franca, em teatros e espaços públicos."

Mais informações:
http://www.promusica.org.br/

sexta-feira, 18 de março de 2011

Grandes óperas

Para quem gosta de ópera, o jornal Folha de São Paulo lançou a coleção Grandes Óperas com obras de grandes compositores como Mozart, Beethoven, Wagner, Debussy entre outros. Cada ópera é composta de um CD e um livro ilustrado (capa dura revestida em papel couchê) e as obras podem ser adquiridas todos os domingos a R$ 15,90 nas bancas. A última obra da coleção circula no dia 24 de julho. Vale à pena conferir também a qualidade das ilustrações que estão presentes nos livros, que contam a história do compositor e da ópera.
Abaixo você acompanha as óperas e as datas que estarão nas bancas:
Eugene Onegin – Tchaikovisky – 27/03
Lucia di Lammermoor – Donizetti – 03/04
A Valquíria – Wagner – 10/04
Norma – Bellini – 17/04
Tito Manlio – Vivaldi – 24/04
Tosca – Puccini – 01/05
As Bodas de Figaro – Mozart – 08/05
João e Maria – Humperdinck – 15/05
La Gioconda – Ponchielli – 22/05
Aida – Verdi – 29/05
Orfeo – Monteverdi – 05/06
Salomé – Strauss – 12/06
O Elixir do Amor – Donizetti – 19/06
Tristão e Isolda – Wagner – 26/06
Pelléas e Mélisande – Debussy – 03/07
Rinaldo – Haendel – 10/07
Fausto – Gounod – 17/07
Manon – Massenet – 24/07

Óperas que já circularam:
Carmen – Bizet – 13/02
Fidélio – Beethoven – 13/02
O Barbeiro de Sevilha – Rossini – 20/02
A Flauta Mágica – Mozart -06/03
La Bohéme – Puccini – 13/03
O Guarani – Carlos Gomes – 13/03

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Heinrich Heine – Influências do Romantismo Alemão no Brasil


Christian Johann Heinrich Heine (1797-1856) foi um importante filósofo e poeta romântico alemão, fortemente influenciado pelo filósofo Georg Wilhelm Friedrich Hegel (1770-1831), sendo conhecido como “o último dos românticos.” Nascido na Alemanha, optou por passar grande parte da vida adulta na França. Ele viveu em um tempo de grandes mudanças políticas e sociais: A Revolução Francesa e as Guerras Napoleônicas, o que também influenciou seu pensamento. Era grande defensor do ateísmo, tratando a religião e Deus com jocosidade.

Depois de Johann Christoph Friedrich von Schiller e, sobretudo, de Johann Wolfgang von Goethe, foi a figura de Heine que imperou na lírica de língua alemã. Era dotado ao mesmo tempo de uma ironia natural e de talento para a lírica mais pura, quase capaz de passar por popular ou folclórica. Um de seus mais famosos poemas é “Die Lorelai”, musicada por Friedrich Silcher em 1837, e que se tornou uma das mais famosas canções alemãs. Boa parte de sua poesia lírica, especialmente a sua obra de juventude, foi musicada por vários compositores notáveis como Robert Schumann, Franz Schubert, Felix Mendelssohn, Johannes Brahms, Hugo Wolf, Richard Wagner e, já no século XX, por Hans Werner Henze e Lord Berners.

Através de sua obra, Heine exerceu profunda influência no Brasil, chegando, inclusive, a escrever sobre o tema da escravidão no país. No poema O Navio Negreiro, do original alemão Das Sklavenschiff, de 1853/54, o escritor alemão retrata a condição dos prisioneiros de um navio negreiro aportado no Rio de Janeiro. O poema foi base de inspiração para o escritor brasileiro Castro Alves, em seu poema também intitulado de O Navio Negreiro.

Heine foi admirado por diversos escritores brasileiros, entre eles Machado de Assis. Além de Machado, muitos outros também traduziram o escritor alemão, como o seu contemporâneo Gonçalves Dias e também Raul Pompéia, Alphonsus de Guimaraens, Fagundes Varela e Manuel Bandeira.

Duas publicações começam a recolocar em circulação no Brasil a obra de Heinrich Heine: O Rabi de Bacherach (tradução de Marcus Mazzari; Hedra; 128 páginas; 14 reais) traz, além da obra incompleta de ficção que lhe dá título, três artigos contra o ódio racial que o autor escreveu em 1840, por ocasião de perseguições contra a comunidade judaica de Damasco (parte, então, do Império Otomano), com o apoio direto do cônsul francês. Já Navios Negreiros (tradução de Priscila Figueiredo e Luiz Repa; SM; 80 páginas; 30 reais), além do célebre poema de Castro Alves, estampa em nova tradução a balada de Heine que, provavelmente vertida para o francês, inspirou o texto abolicionista do bardo baiano.

Você pode encontrar aqui o poema “Das Sklavenschiff “e outros poemas de Heine (em alemão, inglês e francês)

http://www.heinrich-heine.net/sklaved.htm

Vem, linda peixeirinha,
Trégua aos anzóis e aos remos.
Senta-te aqui comigo,
Mãos dadas conversemos.

Inclina a cabecinha
E não temas assim:
Não te fias do oceano?
Pois fia-te de mim.

Minh’alma, como o oceano,
Tem tufões, correntezas,
E muitas lindas pérolas
Jazem nas profundezas.

Heinrich Heine
(tradução de Manuel Bandeira)

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Tom Jobim (1927-1994)

Abro o Google na manhã desta quinta-feira e me deparo com um daqueles desenhos que indicam que o dia de hoje não é um dia como outro qualquer. E mesmo sabendo que o clique neste tipo de imagem vai me direcionar para uma página de busca sobre o dia internacional da dança ou sobre a Guerra de Secessão estadunidense, decidi arriscar.

Para minha surpresa, o homenageado da vez não é um evento e sim um personagem da música popular brasileira: Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim, ou, simplesmente, Tom Jobim (1927-1994) que hoje completaria 84 anos se vivo estivesse.

A obra de Jobim inclui várias composições que se tornaram ícones do cancioneiro popular brasileiro, como Garota de Ipanema, Corcovado, Samba de uma nota só, Por causa de você e Luiza, entre muitas outras. E essa condição antológica se deve à qualidade de suas obras e ao quilate de seus intérpretes, cuja lista inclui nomes como Frank Sinatra e Ella Fitzgerald.

Um ponto que aproxima o músico da literatura é a composição Águas de março (1972). A letra desta canção possui uma coesão que se explicita apenas pela sucessão de idéias e imagens, com pausas que ajudam a conectar tais "flashes" e, de quebra, contribui para o ritmo da composição. Outro ponto de contato de Jobim com a literatura são as várias trilhas sonoras escritas para filmes como Orfeu da Conceição (1958)  e Crônica da casa assassinada (1971), entre outros. 

Também é importante destacar a prolífica parceria com o poeta Vinicius de Moraes, com quem compôs grande quantidade de canções e assentou as bases da chamada Bossa Nova. Abaixo um vídeo de Soneto de Separação, poema de Vinicius musicado por Tom e que é uma pequena amostra do bom resultado da referida parceria entre os dois.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

María Elena Walsh (1930-2011)

Na última segunda-feira, 10 de janeiro de 2011, faleceu em Buenos Aires a escritora María Elena Walsh, deixando órfãos vários argentinos que se criaram ao som de suas canções e lendo seus livros destinados ao público infantil, tais como Cuentopos de Gulubú (1966), Bisa vuela (1985) e Manuelita ¿Dónde vas? (1997), este último levado ao cinema em 1999 por Manuel Garcia Ferré.

Nascida em 1930, Walsh era descendente de ingleses e andaluzes. Criada em um ambiente de muita leitura, publicou seu primeiro livro de poesias - Otoño imperdonable (Outono imperdoável) - aos 17 anos, indo pouco tempo depois para um exílio na Europa, junto com a conterrânea Leda Valladares. Neste período começa a compor e a interpretar canções para crianças e temas folclóricos.

Para saber mais sobre a vida e a obra da autora, acesse: http://www.me.gov.ar/efeme/mewalsh/index.html (em castelhano)

Para encerrar este post, deixo um vídeo da também argentina Mercedes Sosa, interpretando "Como la cigarra", uma das composições mais conhecidas de María Elena Walsh e, como diz La Negra ao final da interpretação, os que compreendem o idioma espanhol verão que se trata de uma linda mensagem. 

domingo, 2 de janeiro de 2011

"Mar de Sophia"

 “O mar, metade de minha alma é feita de maresia”
Sophia de Mello Breyner Andresen


A autora da obra eleita para este mês, a portuguesa Sophia de Mello Breyner Andresen, não encantou apenas escritores, mas também inspirou o albúm Mar de Sophia, da cantora Maria Bethânia. Lançado em 2006, o albúm traz composições como "Poema azul", "Debaixo d'água", "Memórias do mar", além da quadrinha de Carlos Drummond de Andrade, "O mundo é grande", todas tendo como tema o mar e seus símbolos e envolvidos pelos versos da escritora portuguesa, extraídos de textos como Inscrição e Inicial.   
Depois de lançado no Brasil, o disco foi lançado em Portugal, em 2007, juntamente com o albúm "Pirata", no show "Dentro do mar tem rio", realizado no Porto, terra natal de Sophia, além de Lisboa e Figueira da Foz.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Para nossos caros leitores

Caros leitores,

nós do Palimpsestos escolhemos algumas músicas de nossa preferência e gostaríamos de dedicá-las a vocês, leitores do nosso Blog, e também desejar-lhes um feliz natal e um ano novo repleto de felicidades e sucessos.




Um grande abraço a todos vocês,
Palimpsestos

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

"O Brasil não existe"

Estava buscando outra informação e descobri no site da Livraria da Folha um livro cujo título me chamou a atenção: "O Brasil não existe: Ficções e Canções" (Publifolha, 2010, 192p.).

A proposta parece interessante: oito artistas criaram contos a partir de oito músicas que foram definidas como fundamentais na história cultural do país. Entre as canções, estão: Alegria, alegria, de Caetano Veloso, Construção, de Chico Buarque e Chega de saudade, de Tom e Vinícius.

Acompanha o volume um cd com essas canções em novos arranjos criados pelo pianista André Mehmari. Se eu já não tivesse definido meus pedidos de Natal, com certeza incluiria esse volume, porque me interessa conhecer as relações entre literatura e música no Brasil.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

A questão étnica na literatura e música brasileiras

Posto aqui um texto que apresentei na aula de "Historia social, política y económica latinoamericana" da Universidad Nacional de Villa María (e que, por suposto, está em castelhano) no qual tento mostrar uma visão da questão racial no Brasil através de um recorrido histórico que toma como ponto de partida a literatura e a música dos séculos XIX e XX.

Acredito que cada brasileiro que viaja deve, de alguma maneira, apresentar um Brasil que seja mais que o Brazil das películas estadunidenses e das novelas.


Literatura y música brasileñas como indicadores de la identidad nacional

Este trabajo tiene por objetivo presentar las distintas visiones que los artistas brasileños tienen de su país como tierra de múltiples razas a partir de la lectura crítica de romances, poemas y canciones que forman parte del imaginario común del país.

1. Primeras ideas de nación mestiza: el país como fruto de la unión de blancos e indios. Literatura de conformación del imaginario colectivo.

En 1873, el escritor brasileño Machado de Assis, señalaba en un texto (“Instinto de nacionalidade”) que se hizo antológico:

“quem examina a atual literatura brasileira reconhece-lhe logo, como primeiro traço, certo instinto de nacionalidade. Poesia, romance, todas as formas literárias do pensamento buscam vestir-se com as cores do país, e não há como negar que semelhante preocupação é sintoma de vitalidade e abono de futuro.”

Lo que se puede desprender de las palabras del autor de “Dom Casmurro” es que la literatura brasileña a partir, sobretodo, del siglo XIX, estaba preocupada en establecer un legado cultural que tuviera la apariencia de nacional. El proyecto literario de los autores era constituir un patrimonio simbólico que después fuese convertido en herencia para las generaciones futuras. Existía la intención de poblar un imaginario colectivo con mitos, imágenes, héroes...

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Grande Auditório - Antena 2



Na Rádio Portuguesa Antena 2, estará esta noite em destaque no Grande Auditório,  William Shakespeare. Numa relação estreita entre Literatura e Música.


Neste Programa
Grav. BBC
TEMPORADA DE CONCERTOS EURORÁDIO
Poetas e Literatura
Estúdio 1 da BBC Maida Vale Studios, Londres, 10 de Maio de 2010
W. Walton Ricardo III, uma Suite Shakespeare (arr. de M. Mathieson)
J. Gardner Nº1, Nº2, Nº4 e Nº5 de Sete Canções
F. Bridge Há um salgueiro que cresce junto a um riacho
Vaughan Williams Fanfarra, Alla Marcia e Greensleves de Ricardo III; Três Canções de Shakespeare e Lachrymae da 2ª parte de Henrique IV
C. Rootham Duas Canções de Shakespeare
G. Swayne Três Canções de Shakespeare
W. Walton Suite de Henrique V
Vaughan Williams Serenata à Música * Simon Paisley Day (declamador). Christopher Cook (apresentador). BBC Singers. Orq. de Concertos da BBC. Dir. David Hill

sexta-feira, 9 de abril de 2010

"Musica Brasilis"

Foi lançado o Portal Musica Brasilis que oferece áudios e partituras de obras clássicas nacionais desde a época colonial.
Acesse:

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

"O Livro de Ouro da História da Música" de Otto Maria Carpeaux

Otto Maria Carpeaux (1900-1978), imigrante austríaco judeu refugiado no Brasil e, dos grandes intelectuais que muito contribuiu para as letras e cultura nacional, descreve nesta interessante obra "O Livro de Ouro da História da Música" (2001, Ediouro, 528 págs.) a história da música com o mesmo brilhantismo presente em tudo o que fez.

Sinopse:

"Erudito, com sólida formação humanística, Otto Maria Carpeaux trouxe para o Brasil uma contribuição da maior importância como crítico e ensaísta, em vários setores da cultura. Nesse livro, ele aborda a história da música desde o período da Idade Média até o século XX. "

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Coleção Língua Cantada

Iniciativa da editora Língua Geral, a Coleção Língua Cantada tem a proposta de lançar livros que analisem álbuns da Música Popular Brasileira, sendo esta análise bastante aberta para permitir, às vezes num mesmo volume, a citação de poetas, compositores e acadêmicos da área musical.

O projeto é de Santuza Cambraia Neves (autora do volume sobre Caetano), Frederico Oliveira Coelho e Tatiana Bacal, da Universidade Cândido Mendes (RJ).

Os primeiros cinco volumes, segundo informação da Folha de São Paulo, são dedicados a obras de Chico Buarque, Caetano Veloso, Lupicínio Rodrigues, Sérgio Sampaio (capa acima) e Lenine. Já existem pelo menos mais dois volumes previstos, um sobre João Donato e o outro sobre Jards Macalé. Cada volume custa R$ 20.

domingo, 4 de outubro de 2009

"Música na ABL"

A Academia Brasileira de Letras (ABL) promove de amanhã a quinta-feira o colóquio internacional Literatura e Música, com encontros que ligam a música e escritores como Machado de Assis, Thomas Mann e Kafka.
Os encontros têm entrada franca, mas é preciso se inscrever, no endereço escrtrad@uerj.br
Além das palestras, que serão transmitidas ao vivo no site da ABL http://www.academia.org.br/ haverá lançamento de livros, debates, recitais e exibição de filmes.

Fonte: O Globo - Segundo Caderno - pág. 10 em 04 de outubro de 2009.

domingo, 12 de julho de 2009

"Clube da Esquina"

Clube da Esquina. Este o nome de um álbum duplo lançado em 1972 por um grupo de músicos mineiros, encabeçado por Milton Nascimento. Experimental, gravado em clima de grande amizade e algum descompromisso, o trabalho (capa ao lado) chamou a atenção de público e crítica pelas melodias e letras que apontavam novos caminhos para a música popular brasileira.

Algumas das composições despertaram o interesse de grandes nomes da MPB, tendo sido gravadas por artistas como Simone (Tudo que você podia ser), Elis Regina (Cais, Nada será como antes), Nana Caymmi (Clube da Esquina nº 2) e Tom Jobim (O trem azul).

Três décadas depois, o disco continua dando o quê falar. Ao menos é o que sugerem dois recentes lançamentos. Som Imaginário, de Bruno Viveiros Martins (ed. UFMG, 224 págs., R$ 29) e Coração americano – 35 anos do álbum Clube da Esquina, de Andrea Estanislau (Prax Editora, 176 págs., R$ 89), descrevem a trajetória musical dos artistas envolvidos e revelam para o grande público os bastidores da gravação através de fotos e depoimentos dos participantes.

Andrea planejou lançar seu livro em 2007 e por isso o título destaca a efeméride de 35 anos de lançamento do álbum. Lançado este ano, a autora preferiu não fazer alterações. Na esteira de tais comemorações foi lançado um museu virtual para reunir o legado do Clube: http://www.museudapessoa.net/clube/.

terça-feira, 26 de maio de 2009

"O mestre sala dos mares", de João Bosco & Aldir Blanc

Lendo a postagem do Leonardo, feita há alguns dias aqui no blog, não pude deixar de me lembrar da canção "O mestre sala dos mares", de João Bosco e Aldir Blanc, lançada em 1973, em plena vigência da ditadura militar.

A composição conta a história de João Cândido e, em ritmo de samba-enredo, traz para o centro da cena a realidade histórica dos maus tratos que existiam na Marinha brasileira no início do século XX e que na escola nos ensinam muito à ligeira como sendo a "Revolta da Chibata". A letra da música ironicamente situa os fatos em um tempo longínquo, quase mítico ("faz muito tempo nas águas da Guanabara"), combina uma sucessão de imagens grandiloquentes ("conhecido como navegante negro/tinha a dignidade de um mestre-sala"...) com outras nem tanto ("glória à farofa, à cachaça, às baleias"...) e, com isso, mal consegue disfarçar a pesada crítica às estruturas de poder, que transformam muitas lutas em "lutas inglórias".