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sexta-feira, 1 de julho de 2011

"Correspondência Goethe / Schiller"

Saiu há pouco, pela Editora Hedra, uma tradução das correspondências trocadas entre Goethe e Schiller durante os anos de 1794 e 1803 e que ajudam a compreender o período chamado de "classicismo de Weimar" da literatura alemã. As 136 cartas recobrem o período em que obras fundamentais de ambos os autores foram escritas, como Fausto e Os anos de aprendizado de Wilhelm Meister, de Goethe, e Poesia ingênua e sentimental e Wallenstein, de Schiller.
Além do registro do convívio de dois autores seminais para a literatura moderna, estão presentes debates sobre Aristóteles, os gêneros épico e dramático e as polêmicas e encontros circunstanciais que tiveram ao longo daqueles anos, que incluem escritores como Madame Stäel e Hölderlin.
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Tradutor: Claudia Cavalcanti
ISBN: 9788577151479
Ano: 2010
Edição: 1ª
Páginas: 248
Preço: R$ 24,00

(Postagem feita em 17/12/10)

sexta-feira, 11 de março de 2011

"Dostoiéviski: 1871 a 1881 - O manto do profeta"

No último volume da série biografia, a mais completa sobre o autor russo, Joseph Frank, em "Dostoiéviski: 1871 a 1881 - O manto do profeta", (2008, EDUSP, 952 págs, R$ 140,00), encerra seu inestimável trabalho histórico biográfico, indispensável a todos interessados no autor de "Crime e castigo" entre outros obras que se tornaram clássicos, tanto da literatura russa, quanto a literatura universal.
Sinopse:
"Este é o quinto volume da biografia de Dostoiévski escrita por Joseph Frank, que analisa seus últimos dez anos de vida e seus escritos finais, entre eles 'Os demônios', 'O adolescente', 'Diário de um escritor' e 'Irmãos Karamázov'. Insatisfeito com as interpretações da obra do grande escritor russo, especialmente as abordagens psicológicas ou filosófico-teológicas, Frank se propôs a estudar a biografia do escritor ao mesmo tempo em que escrevia uma história condensada da cultura russa do século XIX, cujo centro era ocupado por Dostoiévski. Neste volume, a ênfase está na relação pouco estudada entre os romances dos anos 1870 e as doutrinas do Populismo russo. O livro compreende o período após o retorno do escritor à Rússia, seu trabalho como redator de Grajdánin ('O cidadão'), o reconhecimento da crítica, ainda que não unânime, e o grande respeito dos leitores, externado nas homenagens por ocasião de sua morte em 1871."

sexta-feira, 4 de março de 2011

"Dostoiéviski: 1865 a 1871 - Os anos milagrosos"

No 4° volume da biografia de Joseph Frank dedicada ao autor russo, "Dostoiéviski: 1865 a 1871 - Os anos milagrosos" (2003, EDUSP, 664 págs, R$ 130,00), é retratado o período de produção de alguma de suas mais célebres obras, em particular "Crime e Castigo" que o Palimpsestos lerá no próximo mês de abril. Certamente um dos títulos para um excelente aprofundamento no contexto que envolve sua redação e elementos de composição.
Sinopse:

"Neste quarto e penúltimo volume da biografia de Dostoiévski, Joseph Frank ilumina alguns dos mais brilhantes momentos da carreira do romancista russo entre 1865 e 1871, quando publicou as obras-primas 'Crime e Castigo' e 'Os Demônios'. A obra tem como pano de fundo as agitações filosóficas e sociais da Rússia da segunda metade do século XIX. "

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

"Dostoiéviski: 1860 a 1865 - Os efeitos da libertação"

De Joseph Frank "Dostoiéviski: 1860 a 1865 - Os efeitos da libertação" (2002, EDUSP, 528 págs, R$ 92,00), temos o terceiro volume da mais completa biografia do autor russo, Fiódor Dostoiéviski (1821-1881).
Sinopse:
"As transformações na obra de Dostoiévski, após seu longo período de prisão, são o objeto de estudo de Joseph Frank nesse volume."

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

"Dostoiéviski: 1850 a 1859 - Os anos de provação" de Joseph Frank

Na esteira dos preparativos para a leitura de "Crime e Castigo", válido conhecer a imensa biografia de autoria de Joseph Frank dedicada a Dostoiéviski, aqui em seu segundo volume "Dostoiéviski: 1850 a 1859 - Os anos de provação" (2008, EDUSP, 432 págs, R$ 62,00).
Sinopse:
"Este segundo volume da biografia de Dostoiévski apresenta os difíceis anos em que o escritor cumpriu a pena a que fora condenado - inicialmente em confinamento solitário, a seguir em um campo de trabalhos forçados na Sibéria e, por último, num dos regimentos siberianos do exército russo, cumprindo como soldado raso a parte final da pena. Fundindo biografia, crítica literária e história sociocultural, o autor examina este período obscuro da biografia do escritor em que a experiência do isolamento determinou a rejeição de alguns elementos do passado, mas também a preparação de sua futura evolução ideológica e artística. É a época da redação de 'A Aldeia de Stepântchikovo' e 'O Sonho do Titio', e na qual Dostoiévski começa a conceber as 'Recordações da Casa dos Mortos'."

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

"Dostoiéviski: 1821 a 1849 - As sementes da revolta" de Joseph Frank

Em abril próximo o grupo Palimpsestos lerá o segundo clássico da literatura universal. E este será "Crime e Castigo", do escritor russo Fiódor Dostoiéviski (1821-1881), cujo vida e obra foram minuciosamente pesquisados e convertidos numa imensa biografia em 5 volumes de autoria de Joseph Frank. O primeiro volume "Dostoiéviski: 1821 a 1849 - As sementes da revolta" (2008, EDUSP, 496 págs, R$ 66,00).
Joseph Frank, Professor emérito de Literatura eslava comparada pela Universidade de Stanford (EUA) e uma das maiores autoridades no autor russo, firma-se nesta biografia colossal como das mais relevantes ao necessário aprofundamento no pensamento e vida, de um dos autores mais importantes da literatura universal.
Sinopse:
"Primeiro de uma série de cinco volumes dedicados ao romancista russo. Levado pela escrita fluente e profundo conhecimento do assunto de Joseph Frank, o leitor vai conhecendo o perfil do artista em formação, com os dados do ambiente sociocultural sendo articulados às idéias, valores, sentimentos e conflitos que moldaram a personalidade de Dostoiévski, dando-se atenção às influências artísticas e intelectuais que formaram seu pensamento e estilo. Aqui são abordados os primeiros anos da vida familiar do escritor, sua educação escolar e religiosa, o dilema entre a vocação literária e a carreira militar, o aparecimento dos primeiros contos e novelas, como 'O Duplo', e ainda seu ingresso nos círculos literários de São Petersburgo."

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Heinrich Heine – Influências do Romantismo Alemão no Brasil


Christian Johann Heinrich Heine (1797-1856) foi um importante filósofo e poeta romântico alemão, fortemente influenciado pelo filósofo Georg Wilhelm Friedrich Hegel (1770-1831), sendo conhecido como “o último dos românticos.” Nascido na Alemanha, optou por passar grande parte da vida adulta na França. Ele viveu em um tempo de grandes mudanças políticas e sociais: A Revolução Francesa e as Guerras Napoleônicas, o que também influenciou seu pensamento. Era grande defensor do ateísmo, tratando a religião e Deus com jocosidade.

Depois de Johann Christoph Friedrich von Schiller e, sobretudo, de Johann Wolfgang von Goethe, foi a figura de Heine que imperou na lírica de língua alemã. Era dotado ao mesmo tempo de uma ironia natural e de talento para a lírica mais pura, quase capaz de passar por popular ou folclórica. Um de seus mais famosos poemas é “Die Lorelai”, musicada por Friedrich Silcher em 1837, e que se tornou uma das mais famosas canções alemãs. Boa parte de sua poesia lírica, especialmente a sua obra de juventude, foi musicada por vários compositores notáveis como Robert Schumann, Franz Schubert, Felix Mendelssohn, Johannes Brahms, Hugo Wolf, Richard Wagner e, já no século XX, por Hans Werner Henze e Lord Berners.

Através de sua obra, Heine exerceu profunda influência no Brasil, chegando, inclusive, a escrever sobre o tema da escravidão no país. No poema O Navio Negreiro, do original alemão Das Sklavenschiff, de 1853/54, o escritor alemão retrata a condição dos prisioneiros de um navio negreiro aportado no Rio de Janeiro. O poema foi base de inspiração para o escritor brasileiro Castro Alves, em seu poema também intitulado de O Navio Negreiro.

Heine foi admirado por diversos escritores brasileiros, entre eles Machado de Assis. Além de Machado, muitos outros também traduziram o escritor alemão, como o seu contemporâneo Gonçalves Dias e também Raul Pompéia, Alphonsus de Guimaraens, Fagundes Varela e Manuel Bandeira.

Duas publicações começam a recolocar em circulação no Brasil a obra de Heinrich Heine: O Rabi de Bacherach (tradução de Marcus Mazzari; Hedra; 128 páginas; 14 reais) traz, além da obra incompleta de ficção que lhe dá título, três artigos contra o ódio racial que o autor escreveu em 1840, por ocasião de perseguições contra a comunidade judaica de Damasco (parte, então, do Império Otomano), com o apoio direto do cônsul francês. Já Navios Negreiros (tradução de Priscila Figueiredo e Luiz Repa; SM; 80 páginas; 30 reais), além do célebre poema de Castro Alves, estampa em nova tradução a balada de Heine que, provavelmente vertida para o francês, inspirou o texto abolicionista do bardo baiano.

Você pode encontrar aqui o poema “Das Sklavenschiff “e outros poemas de Heine (em alemão, inglês e francês)

http://www.heinrich-heine.net/sklaved.htm

Vem, linda peixeirinha,
Trégua aos anzóis e aos remos.
Senta-te aqui comigo,
Mãos dadas conversemos.

Inclina a cabecinha
E não temas assim:
Não te fias do oceano?
Pois fia-te de mim.

Minh’alma, como o oceano,
Tem tufões, correntezas,
E muitas lindas pérolas
Jazem nas profundezas.

Heinrich Heine
(tradução de Manuel Bandeira)

sábado, 27 de novembro de 2010

Jens Peter Jacobsen (1847-1885)

Uma das referências mais marcantes na obra de Rilke é Jens Peter Jacobsen. Citado pelo autor nas "Cartas a um jovem poeta" como um dos melhores escritores de seu tempo, o autor dinamarquês permaneceu, contudo, pouco conhecido no Brasil.
Nascido em 1847, na cidade de Thistedt, é considerado o maior romancista dinamarquês do século XIX e fundador do movimento naturalista na literatura dinamarquesa. Estudou botânica e ciências naturais na Universidade de Copenhague e escreveu diversos artigos sobre ciência. Na universidade, tornou-se adepto das teorias evolucionistas de Charles Darwin e traduziu para o dinamarquês duas de suas mais conhecidas obras: On the Origin of Species (1871-1873) e The Descent of Man (1874). Era também admirador das idéias naturalistas e ateístas de Georg Brandes. Sua tese em botânica Aperçu systématique et critique sur les desmidiacées du Danemark foi aprovada pela Universidade de Copenhague (1872) e premiada com uma medalha de ouro pela Academia Nacional de Ciências.

Dentre suas obras literárias estão a novela histórica Fru Marie Grubbe (1876), que foi traduzida em 1917 para o inglês como Marie Grubbe - A Lady of the Seventeenth Century, e Niels Lyhne (1880, traduzido para o inglês em 1919), um romance lírico que narra a infância do menino Niels Lyhne, que passa os dias sonhando ser poeta, até as reviravoltas de sua vida adulta, incluindo temas caros à época, como o matrimônio e o ateísmo. Escreveu ainda Mogens og andre Noveller (1882, traduzido como Mogens and Other Tales, em 1921, e Mogens and Other Stories, 1994), que trata da vida de um jovem sonhador e seu amor durante a maturidade;  Et Skud i Taagen (A Shot in the Fog), cuja história trata da esterilidade do ódio e da vingança; Pesten i Bergamo (The Plague of Bergamo), que apresenta o apego humano à religião face às convocações da liberdade e Fru Fønss (1882), que conta a triste história familiar de uma viúva e seus filhos. 
Em 1873, aos 24 anos, o autor adoece e, em 30 de Abril de 1885, vivendo em condições humildes, morre de tuberculose em sua cidade natal. Além de Rainer Maria Rilke, suas obras influenciaram e foram comentadas por diversos autores ao longo do século XX, como Thomas Mann, D. H. Lawrence, Henrik Ibsen, Sigmund Freud, Hermann Hesse, Stefan Zweig e T. E. Lawrence. Suas obras também foram tema para composições musicais escritas por Schönberg e Delius.
No Brasil, é possível encontrar um ótimo ensaio sobre Jacobsen feito Otto Maria Carpeaux, chamado As nuanças de Jens Peter Jacobsen, além de estarem disponíveis na internet duas traduções para o inglês de Niels Lyhne.

Retrato do autor (1879), Ernest Josephson (1851-1906) 

domingo, 7 de novembro de 2010

"Clube de Autores"

"O Clube de Autores é o primeiro site brasileiro que permite a publicação gratuita de livros de forma 100% sob demanda. Em outras palavras, você, autor, pode subir o seu livro, determinar quanto deseja ganhar por venda e disponibilizá-lo na loja sem pagar absolutamente nada por isso.
Uma vez lá, todo e qualquer usuário pode adquiri-lo via comércio eletrônico. Quando o livro é comprado, o pedido vai diretamente para a gráfica, que imprime um a um, dá o acabamento final e despacha para o comprador – sendo que o autor recebe os direitos autorais após acumular-se um montante mínimo, de R$ 100,00."
Acesse:

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Kafka: biografias

Duas boas biografias dedicas a Franz Kafka (1883-1924) foram lançadas no Brasil:

"Kafka - Vida de Obra" do historiador e crítico marxista Leandro Konder (1974, Paz e Terra).
E "Kafka" do historiador e crítico de arte francês Gérard-Georges Lemaire (2006, L&PM).

sexta-feira, 23 de abril de 2010

"Lewis Carroll - Uma Biografia" de Morton N. Cohen

Na esteira o lançamento de mais uma versão/adaptação da obra "Alice no país da maravilhas" dirigido por Tim Burton no seu "Alice in Wonderland" em cartaz nos cinemas, a obra "Lewis Carroll - Uma Biografia" de Morton N. Cohen (1998, Record, 666 págs., Trad. Raffaella de Filipps, Esgotado) é uma das poucas disponíveis sobre a vida do autor deste clássico célebre. Dedicada a decifrar a vida de Charles Lutwidge Dodgson (Lewis Carroll era seu pseudônimo) à qual se faz indissociável e imprescindível para entender sua própria criação literária, plena de inspirações em suas relações afetivas e correlações no cotidiano como professor de matemática ligado a Universidade Oxford.

terça-feira, 20 de abril de 2010

"D. Pedro I - Um herói sem nenhum caráter" de Isabel Lustosa

Ao iniciar a série "Perfis Brasileiros" da Cia das Letras, a historiadora e pesquisadora da Fundação Casa de Rui Barbosa, Isabel Lustosa, traça uma excelente biografia em "D. Pedro I - Um herói sem nenhum caráter" (2006, Cia das Letras, 340 páginas, R$ 44,00). Um de nossos personagens históricos mais controvertidos e que, apesar de muito comentado, é realmente pouco conhecido além de sua não menos importante e marcante contribuição à história nacional e período do Primeiro Império.

Sinopse:

"O ângulo escolhido por Isabel Lustosa para analisar D. Pedro I foi o do herói macunaímico - aquele sem nenhum caráter. De personalidade turbulenta e mal-educado, Pedro de Bragança e Bourbon tinha tudo para ser um péssimo governante. Em certo sentido o foi - dizendo-se liberal, exerceu o poder de maneira autocrática, dissolveu a Constituinte que ele mesmo convocou, humilhava os aliados e amigos, quando no Brasil se cercou de uma corja de dar medo, e admitia abertamente a corrupção. Tanto que, ao abandonar o Rio de Janeiro, já no navio que o levaria à Europa, retrucou as queixas do marquês de Paranaguá, seu ministro, de que não tinha como se sustentar, com o exemplo de outro ministro - 'Por que não roubou como Barbacena? Estaria bem agora'."

quarta-feira, 14 de abril de 2010

"Meu nome é..." PubliFolha

A PubliFolha está lançando a coleção "Meu nome é..." uma série divertida e didática com mini-biografias de personalidades das mais diversas áreas como Einstein, Alexandre - o Grande, Marco Polo, Darwin, Picasso, Mozart, Leonardo da Vinci e Van Gogh. Ou simplesmente como está na chamada propagandeada "grandes personalidades, pequenos leitores!".
Confira:

domingo, 4 de abril de 2010

"Vida de Saramago"

"A editora LeYa manda para as livrarias já na primeira semana de maio, com tiragem de 20 mil exemplares, "José Saramago - Biografia", de João Marques Lopes. Lançado em Portugal em janeiro, o livro trata em detalhes da carreira literária e do percurso político de Saramago, inclusive de episódios controversos como a demissão de jornalistas do "Diário de Notícias" quando Saramago ocupava a direção do jornal português."

Fonte: O Globo - Prosa & Verso - No Prelo, pág. 5 em Sábado, 3 de abril de 2010.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

"Gabriel García Márquez - Viagem a semente" de Dasso Saldivar

Se em "Gabriel García Márquez - Viagem a semente" de Dasso Saldivar (Record, 2000, 504 págs., Esgotado) podemos constatar pelo ano da obra e pesquisas, uma certa defasagem, afinal, o escritor continua a viver e claro, escrever ou, "vivendo para contar", vale conhecer a obra pela abordagem da vida e gênese literária deste que é dos maiores escritores latino-americanos.
Aliás o autor que será uma questão de tempo para ser eleito como uma das próximas obras nos encontros do Palimpsestos.

Sinopse:

"'Viagem à semente' é fruto de uma obsessão - o crítico literário Dasso Saldivar levou vinte anos investigando a vida de Gabriel García Márquez para descobrir quem verdadeiramente é o 'mago' de Aracataca e conhecer o ponto de partida e os caminhos que o levaram a escrever 'Cem Anos de Solidão'. Para tanto, Dasso Saldívar reconstituiu a vida do escritor, principalmente sua infância."

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

"Albert Camus - Uma vida" de Olivier Todd

Enquanto na França alguns políticos iniciam esforços para transladar os restos mortais do escritor franco-argelino (morto em 04 de janeiro de 1960) para o panteão dos heróis nacionais, nestes tempos de cultura fast-food onde se gasta muito com nada demais, e com o tão pouco de qualidade literária, supervalorizada pela indústria midiática que se encarrega de fazer parecer brilhante (sinônimo de grandes tiragens e vendas) quer sejam autores, quer mesmo leitores metidos a literatos (celebridades pura forma). Oportuno conhecer a obra e vida de Albert Camus (1913-1960) na biografia escrita por Olivier Todd, editada pela Record (1998, 890 págs, Atualmente esgotada). De seu nascimento na Argélia à amizade com Sartre, as idéias e produção filosófico-literária às posições ideológico políticas, Todd conta a história da vida de um homem fascinante (laureado com um Nobel em 1957). Célebre por seu "O estrangeiro" (1997, Record) e um dos ícones dos anos 60, que talvez a morte trágica tenha contribuído para reforçar com a áurea mítica em meio ao Existencialismo que à época, sendo moda, virou febre, e que como tantas outras epidemias ideológicas, chegaram tardiamente ao Brasil. Contudo, seu brilhantismo literário e lucidez intelectual, com os naturais equívocos de qualquer homem, o tornam um sujeito, que filósofo, se destacou mais no jornalismo e literatura.
Lembrado além de sua excelente literatura por sua concepção teórica do "absurdo", tem sido recorrentemente lembrado no que hoje talvez por tão trivial e comum, não espante, sobretudo pelo crescente sentido destes tempos atuais de excessivo não sentido, quer sejam estes niilistas ou não, fazendo de todo bom leitor, um estrangeiro de si mesmo, reconhecendo-se no absurdo da vida literária ou não.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

"Fernand Braudel. Uma biografia" de Pierre Daix

Em "Fernand Braudel - Uma biografia" (Record, 1999, 658 págs.) o historiador e cronista francês Pierre Daix narra a vida deste fascinante personagem que marcou a historiografia moderna, em particular conceitos como "longa duração" dentro da chamada "Nova História" originada na historiografia francesa, na Europa do século XX. Mas igualmente, o Brasil, onde por 3 anos lecionou na USP e inspirou anos depois a criação de um instituto que leva seu nome. Sua obra maior "Mediterrâneo" é um clássico, também retratado nesta oportuna biografia que auxilia compreender o pensador, para ainda melhor entender sua extensa e profunda obra.

Sinopse:

"Como se faz um homem como Fernand Braudel, expoente máximo de uma 'nova história' à qual conseguiu dar repercussão internacional sem precedentes? O jovem loreno nascido em 1902, formado em 1923, não tinha sequer vocação de historiador. Antes, foi-lhe necessário aprender a observar a França à distância - dez anos na Argélia, três no Brasil, onde viveu de 1935 a 1937, dando aulas na Universidade de São Paulo. Foi assim que desenvolveu a intuição daquilo que seria chamado de 'terceiro mundo' . A trajetória de sua vida é relatada com maestria nesta biografia do escritor, cronista e também historiador Pierre Daix. "

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

"Isaiah Berlin. Uma vida" de Michael Ignatieff

A vida de Isaiah Berlin (1909-1997), um dos maiores filósofos políticos do século XX é retratada com riqueza nesta biografia de Ignatieff (2000, Record, 364 págs, R$ 54,90). Geralmente considerado como um dos principais pensadores liberais, escreveu dentre outras obras e textos o célebre Seus "Two Concepts of Liberty", onde examina a distinção entre duas interpretações do termo liberdade: liberdade negativa, ou ausência de impedimentos à ação do indivíduo; e liberdade positiva, ou presença de condições para que os indivíduos ajam de modo a atingir seus objetivos. Tornou-se um dos principais nomes da disciplina História das idéias.
Sinopse:
"Resultado de dez anos de pesquisas, entrevistas e conversas entre Ignatieff e Berlin, este livro faz a reconstrução da trajetória do filho do mercador judeu que se tornou biógrafo de Marx, historiador do pensamento russo do século XIX, mentor do movimento romântico e árduo defensor das liberdades civis."

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

"O desafio biográfico - Escrever uma vida" de François Dosse

O historiador francês Fraçois Dosse acaba de lançar no país - "O desafio biográfico - Escrever uma vida" (Edusp, 440 págs., R$ 65,00) obra em que aborda a história do gênero em suas peculiaridades próprias às culturas e épocas, onde biógrafos e biografados, são retratatos com as naturezas deste gênero que ao longo da história, assim como a própria cultura, se fez cambiante e oportuno as diversas áreas do conhecimento.

Sinopse:

"A palavra 'biografia' só aparece nas línguas europeias no final do século XVII, porém a prática biográfica era atestada há muito tempo. O caráter híbrido do gênero, a dificuldade de classificá-lo numa disciplina organizada, a pulverização entre tentações contraditórias, como a vocação romanesca e a ânsia de erudição, fizeram dele um subgênero pouco considerado pelo mundo acadêmico, mas que detém grande interesse por parte do público leitor. Neste livro, François Dosse empreende uma história do gênero biográfico, observando uma espécie de 'libertação' desde o início dos anos de 1980 - as ciências humanas em geral, e os historiadores em particular, redescobriram as virtudes do gênero."

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

"Darwin - A vida de um evolucionista atormentado" de Adrian Desmond e James Moore

Dos historiadores da ciência Adrian Desmond e James Moore, "Darwin - A vida de um evolucionista atormentado" é das melhores biografias (talvez a "definitiva") sobre o naturalista britânico, aqui editada pela Geração editorial (2007).
Com farto material iconográfico e excelente pesquisa histórica na reconstituição do contexto de época da Inglaterra vitoriana de então ao mundo do século XIX, os historiadores se tornaram especialistas neste que foi considerado uma das 100 maiores personalidades da História. E sobre ele, produziram primoroso trabalho biográfico onde Charles Robert Darwin (1809-1882) é retratado em minúcias, com riqueza de detalhes que lhe perfilam a vida de modo claro do nascimento om suas origens aristocráticas familiares ao registro dos fatos mais relevantes de sua vida e formação. Com particular destaque, a célebre viagem no Beagle ao redor do mundo durante 4 anos e nove meses, a elaboração da teoria da evolução das espécies, seu lançamento, impacto eas reações, o embate entre a religião e a ciência decorrentes no mundo da época (e presente no próprio naturalista), as teorias racialistas e eugenistas entre outros.
Neste ano de 2009 em que celebramos os 200 de nascimento de Darwin e os 150 do lançamento de sua "A origem das espécies", é das melhores sugestões para complementar e enriquecer o conhecimento sobre uma das maiores teorias de todos os tempos, e de um dos grandes gênios da ciência.