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terça-feira, 22 de março de 2011
Caravana Mekukradjá - Literatura Indígena em Movimento...
Idealizada pelo Instituto Uk'a, a Caravana Mekukradjá é uma iniciativa que passará por Manaus (amanhã, 23/03, e também no dia 24/03 ) e depois passará por cidades do litoral de São Paulo promovendo eventos como mesas-redondas e conversas com crianças e jovens para divulgação da literatura produzida por índigenas brasileiros. Esta literatura sendo entendida como uma das formas de resistência das populações remanescentes de indígenas do país. Cabe ressaltar que a Caravana Mekukradjá conta com o apoio da Funarte (Fundação Nacional de Arte), coisa que demonstra haver na esfera política um interesse (ainda que pequeno) em promover atividades dessa natureza. O título do evento vem da língua kayapó e significa sabedoria. Para saber mais, acesse: http://caravanamekukradja.blogspot.com/.
terça-feira, 1 de março de 2011
"Stanford Encyclopedia of Philosophy"

Para quem ainda não conhece, trata-se de uma enciclopédia filosófica online razoável, na qual respeitáveis estudiosos escrevem sobre temas de seus domínios de conhecimento. É possível encontrar artigos sobre assuntos específicos e abrangentes, os quais em geral são bem construídos e confiáveis. É escrita em língua inglesa.
http://plato.stanford.edu/
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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
De tudo um pouco...
Está em tramitação na Câmara dos Deputados um projeto de lei que promete incomodar o circuito livreiro. O PL 7913/10, de autoria do deputado federal Bonifácio Andrada (PSDB-MG), pretende dispor sobre o que ele chama de "livre circulação de livros e produções intelectuais" e vem causando fortes reações por parte do mercado editorial.O projeto estabelece que livrarias aceitem para exposição e venda todos os livros oferecidos, numa tentativa de, assim, eliminar a restrição que se impõe aos novos escritores, não apadrinhados por grandes editoras. Em caso de recusa de alguma obra por parte das livrarias, passaria a ser necessário a apresentação de uma comunicação por escrito ao editor e ao autor do mesmo, expondo as razões desta atitude, e cabendo a estes recorrer da decisão junto aos dirigentes da Câmara Brasileira do Livro ou as Câmaras Estaduais do Livro, que teriam o poder de decisão sobre o caso.
Como nada é simples na vida, também nesse assunto não seria diferente. Embora a proposta possa aparentemente agradar escritores iniciantes na carreira, o resultado pode levar a uma distorção e a um caos no sistema de vendas de livros, levando ao que alguns tem apontado como uma confusão entre a concepção do que é uma bilbioteca e uma livraria. Além de inexequível por razões óbvias, pode até constituir um contradição em relação a própria legislação, no que diz respeito à livre concorrência. E, enquanto isso, o mercado padece com a falta de medidas que possam realmente aumentar o acesso da população aos livros e a sobrevivência das editoras e livrarias.
Depois de ser apresentado no plenário dia 17 de Novembro passado, o projeto seguiu para a Mesa Diretora da Câmara e agora está na Comissão de Educação e Cultura, sob relatoria do Deputado Mauro Benevides (PMDB-CE) (não se espantem ao encontrar o nome do próprio Bonifácio como membro desta comissão). O projeto aguarda parecer e está sujeito a receber emendas e, enquanto isso, a Associação Nacional de Livrarias (ANL) tenta revertar a situação e impedir que o projeto passe.
Para conferir mais detalhes dessa polêmica, veja o post de Jaime Mendes no blog Livro, Livrarias e Livreiros e acompanhe o andamento do projeto no site da Câmara.
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Caravana da Artesania em JF
Chegará à JF, em Fevereiro, a Caravana da Artesania, uma iniciativa do Teatro Terceira Margem, de BH. Mais informações no cartaz abaixo.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
"O outono da Idade Média" de Johan Huizinha
Finalmente chega ao país numa primorosa edição pela Cosac Naify, traduzida diretamente do holandês por Francis Petra Janssen, o clássico da História e historiografia medieval: "O outono da Idade Média", de Johan Huizinga (1872-1945).Apesar do preço salgadíssimo (R$ 140,00) a obra é uma caprichada edição com 320 ilustrações primorosas ao longo de suas 656 páginas com anexos, o que compensa o investimento, quer seja pela importância no contexto do pensamento e reflexão da história da cultura, quer pelas inaugurais perspectivas em aspectos até então impensados pela ciência histórica. Isto, a partir do próprio autor, um homem avesso a seu tempo e modernidade, possuidor de vasta cultura e conhecimento eruditos.
Até então os leitores de língua portuguesa contavam com uma edição vertida da inglesa pela editora Ulisseia (Lisboa-Rio de Janeiro), traduzida por Augusto Abelaira, na série "Pelican Books", da consagrada e recém chegada ao Brasil Penguin Books, porém, com o título "O Declínio da Idade Média".
Sinopse:
"Publicado em 1919, este livro é uma obra de Johan Huizinga (1872-1945), sendo publicado em mais de vinte línguas. Traduzido para o português a partir do original holandês, esta edição é resultado de pesquisas que reestabeleceram o texto original. Aqui, a Idade Média é vista na plenitude de seus contrastes, distante do lugar-comum segundo o qual ela não passaria de uma transição, longa e letárgica, entre o brilho da Antiguidade e do Renascimento. O autor mostra as formas de vida e de pensamento medievais, tal como se expressaram na cultura, na arte, na religião e no pensamento, e também nos modos de expressão da felicidade, do sofrimento, do amor e do medo da morte no dia-a-dia das pessoas. Combinando a crença no poder revelador da obra de arte e um olhar muito semelhante ao de um antropólogo, Huizinga se tornou um pioneiro do que mais tarde se denominou história das mentalidades. Com 320 ilustrações, o volume inclui ainda uma entrevista com Jacques Le Goff e um ensaio biográfico de Peter Burke."
Sinopse:
"Publicado em 1919, este livro é uma obra de Johan Huizinga (1872-1945), sendo publicado em mais de vinte línguas. Traduzido para o português a partir do original holandês, esta edição é resultado de pesquisas que reestabeleceram o texto original. Aqui, a Idade Média é vista na plenitude de seus contrastes, distante do lugar-comum segundo o qual ela não passaria de uma transição, longa e letárgica, entre o brilho da Antiguidade e do Renascimento. O autor mostra as formas de vida e de pensamento medievais, tal como se expressaram na cultura, na arte, na religião e no pensamento, e também nos modos de expressão da felicidade, do sofrimento, do amor e do medo da morte no dia-a-dia das pessoas. Combinando a crença no poder revelador da obra de arte e um olhar muito semelhante ao de um antropólogo, Huizinga se tornou um pioneiro do que mais tarde se denominou história das mentalidades. Com 320 ilustrações, o volume inclui ainda uma entrevista com Jacques Le Goff e um ensaio biográfico de Peter Burke."
quarta-feira, 14 de julho de 2010
"Aulete Digital"
Vale conhecer o projeto "Aulete Digital" da editora Lexikon (especializada em obras para plataformas digitais) / Obras de referência com o seu Dicionário Contemporâneo da Língua Portuguesa."O Caldas Aulete poderá ser instalado nos computadores de todos os usuários da internet. Um dicionário on-line, que oferecerá o maior banco de dados da língua portuguesa, permanentemente atualizado."
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sábado, 19 de junho de 2010
Curso de Literatura
A literatura, como sabemos, concretiza-se em textos. Escritos com estilete, pena, caneta, máquina de escrever, computador... Esses textos, para chegarem às pessoas, precisam de suportes que ajudem à sua difusão: papiro, pergaminho, papel (em formato livro ou folheto ou folha solta), meio digital. Por vezes, ainda, os textos são ditos em voz alta e em público; sendo depois, ou não, fixados num suporte daqueles antes referidos; e podem ser ilustrados, seja com iluminuras, como acontecia no tempo medieval, seja com o multimídia de hoje; e podem ainda ser transformados, ao passarem de um meio para outro. Por vezes, ainda, os escritores são desenhados ou fotografados a dizer ou a escrever os seus textos; a sua voz é registrada; e também os movimentos do seu corpo, em filme ou vídeo ou suporte digital.
Quais são as especificidades e as diferenças de cada uma dessas modalidades de comunicação? Por outras palavras, de que forma afetam essas materialidades da comunicação a própria noção de literatura? A máquina de escrever mudou a literatura? Pode um poema existir apenas oralmente, sem que chegue a ser escrito? Uma coisa em néon na parede pode ser um poema? Pode um texto em hiper-relação sem fim ser um romance?
Para estudar tudo isso, e muito mais, um grupo de professores da Universidade de Coimbra, com um número significativo de professores convidados de outras universidades, de Portugal e do estrangeiro, criou, para o nível de Doutoramento, um Curso de Estudos Avançados em Materialidades da Literatura. O curso, pioneiro a nível internacional e com uma forte dimensão “laboratorial”, terá o seu início no próximo ano letivo, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, e será concentrado no estudo dos últimos cem anos, a partir das grandes revoluções modernas.
Consultar aqui: http://www.matlit.wordpress.comQuais são as especificidades e as diferenças de cada uma dessas modalidades de comunicação? Por outras palavras, de que forma afetam essas materialidades da comunicação a própria noção de literatura? A máquina de escrever mudou a literatura? Pode um poema existir apenas oralmente, sem que chegue a ser escrito? Uma coisa em néon na parede pode ser um poema? Pode um texto em hiper-relação sem fim ser um romance?
Para estudar tudo isso, e muito mais, um grupo de professores da Universidade de Coimbra, com um número significativo de professores convidados de outras universidades, de Portugal e do estrangeiro, criou, para o nível de Doutoramento, um Curso de Estudos Avançados em Materialidades da Literatura. O curso, pioneiro a nível internacional e com uma forte dimensão “laboratorial”, terá o seu início no próximo ano letivo, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, e será concentrado no estudo dos últimos cem anos, a partir das grandes revoluções modernas.
Paulo Machado
sábado, 27 de março de 2010
"S.O.S. Iuperj"
"Uma carta aberta assinada por 21 professores do Iuperj alerta para o risco iminente de fechamento da instituição. Como o Prosa & Verso mostrou no início de março, o Iuperj enfrenta grave crise provocada pelas dívidas da Universidade Cândido Mendes, à qual está vinculado. Na carta, os professores dizem ter deixado de receber nove meses de salários nos últimos dois anos e afirmam que a negociação com o governo federal para transformar o Iuperj numa Organização Social, que permitiria recursos públicos e privados para o instituto, enfrenta muitos obstáculos e não se concretizará antes de 2012. A carta, acompanhada de um abaixo-assinado que já conta com mais de mil nomes, está disponível no endereço: http://www.iuperj.br/abaixoassinado.php"Fonte: O Globo - Prosa & Verso - No Prelo, pág. 5 em sábado, 27 de março de 2010.
segunda-feira, 8 de março de 2010
"A chave da casa"
"Romance de estréia de Tatiana Salem Levy, "A chave da casa" (Record) foi escolhido pelos professores da rede pública para fazer parte do acervo da Biblioteca do Professor. Serão comprados 16 mil títulos do livro, vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura 2008 na categoria autor estreante e lançado também em Portugal. A Biblioteca do Professor integra o projeto "Rio, uma cidade de leitores" da Secretaria Municipal de Educação."Fonte: O Globo - Prosa & Verso - No Prelo, pág. 5 em 6 de março de 2010.
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sábado, 13 de fevereiro de 2010
"Novo curso de Letras"
"Começam dia 15 de março as aulas da primeira turma da recém-criada graduação em Letras da UniRio. Elaborado por Maria Helena Werneck, José da Costa, Evelyn Orrico e Flore Süssekind, o projeto do curso pretende estabelecer um novo padrão de formação, de perfil interdisciplinar, levando em conta discussões que já fazem parte do bê-a-bá teórico da área, mas até hoje tiveram pouca ou nenhuma repercussão na maneira como organizam as graduações. Em vez de um modelo centrado "no binômio língua e literaturas nacionais e na destinação para o magistério", estabelecido pela UFRJ em 1930, os criadores do curso defendem que se enfatize também a "produção textual em diferentes suportes" e o "processamento analítico de documentos da memória literária". Além das disciplinas de gramática, lingüística e história literária, a ementa inclui aulas de MPB, dramaturgia, arte moderna e arquivologia, entre outros. Estão previstos ainda laboratórios de escrita criativa, edição de texto e tratamento digital de documentos. No começo do mês, a universidade abriu edital para duas vagas de professor adjunto para o curso."Fonte: O Globo - Prosa & Verso - No Prelo pág. 5 em 13 de fevereiro de 2010.
sábado, 14 de novembro de 2009
"Futuros leitores"
E como não existe futuro para qualquer tipo de livro se não houver leitores, é bom ver iniciativas como a parceria da Livraria Travessa e da POIESIS/Organização Social de Cultura para incrementar a leitura nas escolas municipais. Na base do cada um faz a sua parte, o doador vai ao site www.criancaquele.com.br, seleciona a escola para onde quer enviar o(s) livro(s), compra o(s) exemplar(es) desejado(s) e a Travessa se encarrega de quem chegue(m) ao endereço. A livraria também transformará em mais livros 10% do valor total doado a cada escola.
Fonte: O Globo - Prosa & Verso - pág. 5 em 14 de novembro de 2009.
sábado, 10 de outubro de 2009
Projeto Memória de Leitura
Desenvolvido junto ao Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp, e coordenado pelas professoras doutoras Márcia Abreu e Marisa Lajolo, o projeto - Memória de Leitura - é voltado para pesquisas sobre a história da leitura e do livro no Brasil.O objetivo do site é disponibilizar bibliografia, dados e fontes primárias para pesquisadores da área e difundir o resultado das pesquisas desenvolvidas por seus pesquisadores.
No site encontram-se desde artigos produzidos pelos pesquisadores até registros iconográficos.
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