A leitura de A invenção de Morel de Adolfo Bioy Casares, sucitou-me no encontro do último dia 19 de março muitas questões... algumas não puderam ser aprofundadas, o que aliás sempre acontece. No caso a questão da relação entre o homem e as máquinas... relação que pode ser considerada, conforme perspectiva ou interpretação, tão antiga quanto o próprio homem. Isto, se compreendermos o conceito de homo faber paralelo ou mesmo anterior ao de homo sapiens que se sapiens era, o era por dominar técnicas, ferramentas e recursos em que pouco à pouco, o situaram à parte no conjunto da natureza, inaugurando seu mundo próprio: o da cultura. O mesmo onde supostamente se crê e afirma-se "superior" ao da própria natureza de onde é originário, e acredito, radicalmente pertencente como um ser e criatura como outra qualquer. Uma obra interessante para pensar essa relação, em particular a partir do período moderno, é a de Paolo Rossi, professor de História da Universidade de Florença: Os filósofos e as máquinas (1989, Cia das Letras, Tradução de Federico Carotti, 183 págs, Esgotado). Leitura valiosa para os interessados nas relações entre disciplinas e áreas na síntese do conhecimento que enquanto tal, não separa teoria e prática, mas o interage e articula em perene dinâmica como é o próprio pensamento humano, às vezes divino. terça-feira, 29 de março de 2011
"Os filósofos e as máquinas" de Paolo Rossi
A leitura de A invenção de Morel de Adolfo Bioy Casares, sucitou-me no encontro do último dia 19 de março muitas questões... algumas não puderam ser aprofundadas, o que aliás sempre acontece. No caso a questão da relação entre o homem e as máquinas... relação que pode ser considerada, conforme perspectiva ou interpretação, tão antiga quanto o próprio homem. Isto, se compreendermos o conceito de homo faber paralelo ou mesmo anterior ao de homo sapiens que se sapiens era, o era por dominar técnicas, ferramentas e recursos em que pouco à pouco, o situaram à parte no conjunto da natureza, inaugurando seu mundo próprio: o da cultura. O mesmo onde supostamente se crê e afirma-se "superior" ao da própria natureza de onde é originário, e acredito, radicalmente pertencente como um ser e criatura como outra qualquer. Uma obra interessante para pensar essa relação, em particular a partir do período moderno, é a de Paolo Rossi, professor de História da Universidade de Florença: Os filósofos e as máquinas (1989, Cia das Letras, Tradução de Federico Carotti, 183 págs, Esgotado). Leitura valiosa para os interessados nas relações entre disciplinas e áreas na síntese do conhecimento que enquanto tal, não separa teoria e prática, mas o interage e articula em perene dinâmica como é o próprio pensamento humano, às vezes divino. quarta-feira, 17 de março de 2010
Sidereus Nuncius ou o Mensageiro das Estrelas em português
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
"A origem das espécies" de Charles Darwin
Um dos textos clássicos da História da Ciência e não só por isso também clássico na História do pensamento e da cultura - "A Origem das espécies" ou "On the Origin of Species by Means of Natural Selection, or the Preservation of Favoured Races in the Struggle for Life" - (Sobre a Origem das Espécies por Meio da Seleção Natural ou a Preservação de Raças Favorecidas na Luta pela Vida) lançado em Londres, Inglaterra, em 1859, com a Teoria da Evolução, esta, base da Biologia.sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Philip Kindred Dick (1928-1982)
Philip Kindred Dick (1928-1982) é um dos mais renomados autores americanos (e no Brasil nem sempre reconhecido como não o foi devidamente em vida) do gênero de ficção científica, parte de suas obras adaptadas a cinematografia produziram filmes como "Blade Runner - O caçador de andróides" (1982, EUA), "Vingador do futuro" (1990, EUA) e "Minority report: A nova lei" (2002, EUA) entre outros. Trata-se portanto de mais um autor que se torna conhecido pelos filmes adaptados de suas obras, e não pelas mesmas.sexta-feira, 6 de novembro de 2009
"Frankenstein" de Mary Shelley
Se esta é uma obra creditada ao gênero do terror e do suspense, reforçada pelas suas versões cinematográficas que lhe intensificaram ainda mais esta marca, vale considerar o quão a literatura, e em paticular no gênero da "ficção-científica", antecipa as tendências, fatos e fenômenos da vida e do mundo. Pode parece exagerado; mas sempre me lembro desta obra de Mary Shelley (1797-1851) quando leio notícias e manchetes destes "avanços" da medicina e das ciências. Cada vez mais próxima de tornar corpos em máquinas, assim como belezas inconformadas com a ação do tempo, em autênticos Frankensteins de pele esticada e próteses acentuando determinadas partes anatômicas do corpo. Se Mary Shelley em sua época pensou nesta dimensão do humano ao mote de um romantismo resoluto contra a morte e a dissolução da matéria, há de considerarmos hoje onde está e como fica a dimensão da subjetividade em meio a tantos corpos esculturais, naturais ou não. Os mesmos que muitas vezes são habitados por autênticos Frankensteins, cujo a forma é tudo, e o "conteúdo" se existe, bem poderia inspirar outras versões desta obra que nestes atuais "outros tempos", continua também romântica, embora às vezes pareça em tudo, mais decadente.
Sinopse: Mary Shelley (1797-1851), mulher do poeta inglês Percy B. Shelley, escreveu Frankenstein para participar de um concurso de histórias de terror realizado na intimidade do castelo de Lord Byron. Mesmo competindo com grandes gênios da literatura universal, acabou redigindo esta que é uma das mais impressionantes histórias de horror de todos os tempos. A história do dr. Victor Frankenstein e da monstruosa criatura por ele concebida vem fascinando gerações desde que foi publicada há mais de cem anos. Brilhante história de horror, escrita com fervor quase alucinatório, Frankenstein representa um dos mais estranhos florescimentos da imaginação romântica.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
"Grandes debates da ciência" de Hal Hellman
Um dos mais importantes aspectos da modernidade foi o surgimento da ciência, a mesma que embora sempre presente na curiosidade e investigação humana ao longo da história, só nos últimos 6 séculos foi se formalizando para então, dar-se de modo crescente e imperativo nos embates e reflexões atuais, além de interferir na própria vida cotidiana com as transformações causadas pelas "revoluções científicas".Confira a sinopse:
"Historiografia das mais importantes controvérsias na ciência e da maneira como elas ajudaram a formar o mundo do racionalismo moderno. Alguns dos mais significativos avanços científicos suscitaram batalhas que se estenderam por décadas e mesmo séculos. 'Grandes Debates da Ciência' se concentra em catorze das mais relevantes disputas na história da ciência, do século XVII ao XX. Hellman nos apresenta os protagonistas e a época em que viveram, explica os princípios científicos envolvidos e mostra como tais controvérsias não são apenas típicas, mas freqüentemente necessárias ao desenvolvimento da ciência. "
